Comitiva de 11 parlamentares do partido La Libertad Avanza fica até segunda-feira no Rio de Janeiro

Comitiva com 11 deputados de La Libertad Avanza chega ao Rio para caravana de campanha no segundo turno
Uma comitiva de 11 deputados do partido La Libertad Avanza, do qual o presidente argentino Javier Milei faz parte, desembarcou nesta sexta-feira (23) no Brasil para apoiar o candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no segundo turno das eleições presidenciais. O grupo, liderado pelo deputado argentino Gino Visconti, presidente do Grupo de Amizade Parlamentar, permanecerá até segunda-feira (26) no Rio de Janeiro.
A comitiva participará de uma caravana em apoio ao candidato do PL neste sábado (24). Segundo Visconti, o grupo também prevê encontros com parlamentares bolsonaristas, como o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, o deputado Guilherme Derrite e o ex-ministro Eduardo Pazuello.
“Trabalhamos no Congresso para defender as ideias do presidente Javier Milei e temos semelhanças ideológicas com a direita do Brasil, então queremos ir para gerar esse contato e apoio e fortalecer vínculos”, explicou Visconti à CNN Brasil.
Na noite de sexta, os argentinos devem jantar com senadores bolsonaristas. Na manhã de sábado, o grupo tem um café da manhã marcado com deputados federais do PL, antes da caravana no Rio de Janeiro.
A comitiva também pretende se reunir com Flávio Bolsonaro. “Esperamos poder dar um abraço nele e que ele tenha um resultado positivo no domingo, para poder continuar trabalhando e que o vínculo entre os dois países, que tem mais de 200 anos de relações, se fortaleça”, afirmou Visconti.
Além do presidente do Grupo de Amizade, a comitiva parlamentar argentina está formada pelos deputados Andrés Leone, María Cecilia Ibañez, Virginia Gallardo, Alfredo González, Johanna Longo, Gladys Humenuk, Lorena Villaverde, Gabriela Muñoz, Miguel Rodríguez e Santiago Pauli, todos do partido de Milei.
O presidente argentino participou da Convenção Nacional do PL em julho e apoia abertamente a candidatura de Flávio Bolsonaro, fazendo ataques a Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A reiteração dos insultos levou o governo brasileiro a rebaixar as relações diplomáticas com o país vizinho. O embaixador brasileiro Júlio Bitelli, que havia sido chamado para consultas, não foi enviado de volta a Buenos Aires. O embaixador argentino Daniel Raimondi deixou o Brasil em agosto, após ser comunicado da decisão. A representação diplomática entre os países agora se mantém em nível de encarregados de negócios, com o ministro-conselheiro Eduardo Uziel responsável pela representação brasileira na Argentina.



