Ex-deputado já identifica integrantes do corpo diplomático. Flávio Bolsonaro estuda colocá-lo no ministério se vencer eleição.

Eduardo Bolsonaro já estuda e mapeia o corpo diplomático do Itamaraty. Ele é cotado para ministro caso irmão Flávio vença eleição.
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro já está mapeando o corpo diplomático do Itamaraty para saber “quem é quem” e “quem faz o que”, segundo apurou a CNN. Eduardo é cotado para ser chefe do Ministério das Relações Exteriores caso o irmão Flávio Bolsonaro vença a disputa pelo Palácio do Planalto.
O candidato à Presidência estuda e gosta da ideia de transformar o irmão em chanceler, mas ainda enfrenta resistência de parte da campanha. Aliados mais ao centro avaliam que Flávio contrataria uma crise desnecessária logo na largada do novo governo.
Temem que Eduardo, como ministro, pudesse adotar posicionamento ideológico e belicoso, o que poderia atrapalhar as relações do Brasil com alguns países. O entorno de Eduardo diz, porém, que a ideia é se aproximar dos Estados Unidos mantendo boa relação com parceiros estratégicos, como a China.
“A ideia seria tirar de postos de comando o que chamam de ‘diplomatas burocratas’ e transformar o Ministério das Relações Exteriores em uma ‘máquina de fazer negócios’ para o Brasil.”
Eduardo Bolsonaro foi condenado, em 2025, pela primeira turma do Supremo Tribunal Federal a 4 anos e 2 meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo. A condenação ocorreu por supostamente articular junto ao governo de Donald Trump medidas contra autoridades brasileiras e tentar influenciar o resultado do julgamento de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, na ação sobre tentativa de golpe de Estado.



