Eliziane Gama pede reforço de segurança em Brasília após eleição

Senadora relatora da CPMI do 8 de janeiro envia ofícios a ministérios e presidentes dos poderes citando paralelos com 2022

Eliziane Gama pede reforço de segurança em Brasília após eleição
Senadora Eliziane Gama. Foto: Andressa Anholete/Agência Senad — Senadora Eliziane Gama  • Foto: Andressa Anholete/Agência Senad

A senadora Eliziane Gama enviou ofícios a autoridades pedindo reforço na segurança de Brasília e nas sedes dos três poderes.

A senadora Eliziane Gama (PT-MA) enviou ofícios a várias autoridades do governo solicitando reforço na segurança de Brasília e nas sedes dos três poderes para os próximos meses. Os pedidos foram dirigidos ao Ministério da Justiça, Gabinete de Segurança Institucional, Ministério da Defesa, Governo do Distrito Federal e aos presidentes do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal.

Eliziane foi relatora da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do 8 de janeiro e identificou eventos ocorridos nos últimos dias como muito parecidos com aqueles registrados entre outubro de 2022 e janeiro de 2023. “Não estou dizendo que um novo 8 de janeiro vai acontecer. Mas nós já vimos o que pode ocorrer quando sinais de alerta são ignorados”, afirmou.

Na noite da eleição, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) declarou que era impossível reconhecer o resultado e anunciou que pediria a anulação do pleito. No dia seguinte, o próprio PL reconheceu a vitória do presidente Lula. Flávio afirmou que vai organizar a oposição, mas continuou questionando as condições da disputa e anunciou que pedirá a cassação da chapa vencedora.

Eliziane defende que outro paralelo precisa ser investigado: em 2022, operações da Polícia Rodoviária Federal dificultaram o deslocamento de eleitores, principalmente no Nordeste. A Procuradoria-Geral da República apontou essas operações na denúncia sobre a trama golpista. Neste ano, eleitores de várias cidades enfrentaram falta de ônibus para chegar aos locais de votação. A Polícia Federal investiga o ocorrido e se houve ação deliberada para dificultar o voto.

“Hoje, ainda não vemos uma mobilização comparável àquela de 2022. Mas é justamente por conhecermos essa história que precisamos acompanhar com atenção possíveis ameaças, convocações violentas e ataques às instituições”, afirmou a senadora.

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