Após queda em junho para 49,7%, famílias brasileiras voltam a comprometer renda em nível máximo observado desde janeiro

Endividamento das famílias sobe para 49,9% em julho, igualando recorde de janeiro, março e abril. Comprometimento de renda mantém-se em 28,7%.
O endividamento das famílias brasileiras voltou a subir em julho, atingindo 49,9%, segundo o Banco Central. O índice divulgado nesta terça-feira (29) repete o patamar máximo observado em janeiro, março e abril, após um alívio em junho, quando havia recuado para 49,7%.
O cálculo da taxa de endividamento representa a relação percentual entre o saldo das dívidas das famílias no mês de referência e a renda acumulada em doze meses. Os dados fazem parte das Estatísticas Monetárias e de Crédito referentes a agosto divulgadas pelo Banco Central, com defasagem de um mês nos números sobre crédito.
Sem considerar o crédito imobiliário, o endividamento ficou em 30,8% em julho, mantendo o mesmo patamar de junho, conforme informou o Banco Central. Esse segmento específico mostra a proporção de dívidas das famílias excluindo empréstimos para financiamento de imóveis.
O comprometimento de renda dos brasileiros se manteve no nível recorde de 28,7% alcançado em junho. Esse indicador mede a relação percentual entre o valor médio estimado para o pagamento do serviço das dívidas das famílias no trimestre encerrado no mês de referência e a renda bruta nacional disponível para as famílias.
Sem considerar o financiamento imobiliário, o comprometimento de renda permaneceu em 26,4%, segundo os dados divulgados pelo banco. Esse indicador específico mostra o peso das dívidas exclusivamente de crédito pessoal, cheque especial e outras modalidades de financiamento no orçamento das famílias brasileiras.



