Esquerda, Verdes e SPD avançam com plano de expropriar 160 mil imóveis em Berlim

Acordo preliminar estabelece limite de 16 bilhões de euros para indenizações e atingiria cinco grandes grupos imobiliários

Esquerda, Verdes e SPD avançam com plano de expropriar 160 mil imóveis em Berlim
Acordo envolve partidos alemães para expropriar imóveis

Partidos de esquerda em Berlim concordam em expropriar 160 mil imóveis residenciais de grandes imobiliárias com indenização de até 16 bilhões de euros

O partido A Esquerda, Os Verdes e o Partido Social-Democrata (SPD) concordaram neste sábado (17) em iniciar negociações para formar um governo de coalizão em Berlim, após chegarem a um acordo preliminar para expropriar 160 mil imóveis residenciais de grandes imobiliárias privadas, segundo a agência EFE.

A medida busca enfrentar a escassez de moradias e os altos preços dos aluguéis na capital alemã. O acordo prevê que a expropriação dos imóveis se aplique a empresas com pelo menos 10 mil unidades residenciais em suas carteiras.

O limite de aproximadamente 16 bilhões de euros foi estabelecido para as indenizações, segundo Stefan Krach, principal candidato do SPD nas eleições regionais de 20 de setembro, vencidas por A Esquerda. Krach afirmou que os partidos chegaram a um compromisso que considera defensável, embora tenha ressaltado a necessidade de concessões nas negociações para formar o governo.

Durante a campanha eleitoral, o social-democrata havia se oposto ao plano original de A Esquerda, que previa a expropriação de empresas com 3 mil imóveis ou mais, conforme estabelecido em um referendo realizado em 2021. Krach também afirmou que a medida não vai comprometer o orçamento do estado federado de Berlim nem provocar aumentos nos aluguéis.

A proposta poderá atingir cinco grandes grupos imobiliários privados: Vonovia, Heimstaden, Covivio, Adler e, provavelmente, DVI. Segundo Elif Eralp, principal candidata de A Esquerda em Berlim, essas empresas concentram aproximadamente 160 mil imóveis abrangidos pela iniciativa.

Eralp afirmou que o plano de financiamento deverá ser elaborado e submetido à aprovação em meados de 2028. A candidata não descartou contestações judiciais, que poderiam atrasar a implementação. O prazo para uma eventual decisão do Tribunal Constitucional Federal da Alemanha é incerto e dependerá do andamento de possíveis processos.

A base jurídica da proposta seria o artigo 15 da Lei Fundamental alemã, que permite transferir terras, recursos naturais e meios de produção para propriedade coletiva ou outras formas de economia coletiva, mediante legislação que estabeleça a natureza e o alcance das indenizações. A iniciativa não tem precedentes na Alemanha.

Continue acompanhando nosso portal para mais notícias!

plugins premium WordPress