Presidente do STF quer que investigação sobre menções a magistrados seja feita sem exceção. Encontro está marcado para segunda semana de outubro.

Presidente do STF confirmou encontro com representantes da Polícia Federal para segunda semana de outubro sobre menções a ministros da corte encontradas no celular de Daniel Vorcaro.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, confirmou nesta sexta-feira (2) que se reunirá com representantes da Polícia Federal na segunda semana de outubro para discutir menções a ministros da corte encontradas no celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Segundo Fachin, em ofício enviado à PF na sexta-feira, “toda e qualquer fato relevante” deve ser “rigorosamente apurado, sem exceção de qualquer natureza”. A solicitação de audiência foi feita pela corporação na manhã de quinta-feira (1º) e aceita imediatamente pelo presidente do STF.
Fachin descartou atraso na marcação da data. “Não foi designado um dia anterior devido a dificuldades mútuas de agenda”, afirmou. A Polícia Federal espera definir com a reunião como proceder com os achados: se investiga as relações dos magistrados com Vorcaro, se produz relatórios detalhando o conteúdo das mensagens ou se as ignora.
“Reitero que o nosso propósito é assegurar que todos os fatos sejam devidamente esclarecidos, sem qualquer exceção de fato ou de pessoa, com observância rigorosa do devido processo legal, da competência dos órgãos constitucionalmente incumbidos da investigação e da persecução penal e das garantias próprias da jurisdição”, declarou Fachin.
Entre as menções identificadas está indicação de contato entre Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. Mensagens recuperadas do celular do banqueiro apontam que ele teria perguntado a Moraes dois dias antes de ser preso, em 17 de novembro de 2025, se deveria deixar o país.
Os diálogos indicam ainda que Moraes teria feito edições em contrato de R$ 131 milhões entre o Master e escritório de advocacia de sua mulher, Viviane Barci de Moraes. Segundo o material, os dois se encontraram pelo menos seis vezes desde 2024.
As menções vieram à tona após pedido do ministro André Mendonça de manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre relatório enviado pela PF ao STF.



