Fiemg cobra responsabilidade fiscal do próximo governo Lula

Federação mineira defende controle de gastos e previsibilidade econômica após volatilidade dos mercados nesta segunda-feira

Fiemg cobra responsabilidade fiscal do próximo governo Lula
Indústria na Zona da Mata mineira. Foto: Roberto de Lira

Fiemg manifesta preocupação com expansão dos gastos públicos e pede medidas estruturantes para criar condições de investimento

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) defende que o próximo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reeleito no domingo, priorize medidas estruturantes capazes de criar condições para investimentos, aumento da produção, competitividade e geração de empregos. Segundo a entidade, medidas de curto prazo constituem risco e é necessário o controle dos gastos públicos para garantir investimentos e competitividade.

“A Fiemg manifesta preocupação com a condução da política fiscal, especialmente diante da expansão dos gastos públicos e da adoção de medidas de caráter conjuntural durante o período eleitoral.”

A Fiemg tem se posicionado contra iniciativas que ampliem despesas sem sustentabilidade, por entender que podem aumentar as pressões inflacionárias, dificultar a redução dos juros e elevar o custo do crédito para empresas e famílias. De acordo com a Federação, a reação dos mercados nesta segunda-feira (26), marcada por forte volatilidade, queda da Bolsa, alta do dólar e elevação dos juros futuros, reforça a necessidade de sinais claros sobre a condução da política econômica.

“Mais do que movimentos pontuais, o cenário evidencia a importância de recuperar previsibilidade e confiança para que empresas possam tomar decisões de investimento de longo prazo.”

O presidente da Fiemg, Flávio Roscoe, afirmou que o próximo governo precisa criar condições para que a iniciativa privada tenha segurança para investir e produzir. “Governo não gera riqueza, quem gera é quem produz. O papel do Estado é criar condições para que quem trabalha, investe e empreende tenha segurança para produzir. Isso exige responsabilidade fiscal, segurança jurídica, juros compatíveis com o crescimento e regras previsíveis.”

A entidade informou que a indústria entra no novo ciclo com preocupação diante da trajetória das contas públicas, do nível dos juros e dos impactos da incerteza econômica sobre o custo do crédito, os preços dos insumos e a capacidade de investimento. Conforme a Fiemg, medidas que produzem efeitos imediatos não podem comprometer o equilíbrio fiscal dos próximos anos.

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