Candidato do PL critica decisão da ministra do TSE que proibiu cadeira vazia na transmissão

Durante transmissão ao vivo, o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que o presidente Lula usou amigos no Poder Judiciário para censurar o debate de presidenciáveis.
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “usou seus amigos” no Poder Judiciário para censurar o debate entre presidenciáveis nesta quinta-feira (1º de outubro). A declaração foi feita durante transmissão ao vivo após o cancelamento do confronto.
“É inadmissível o que está acontecendo. É o voto da revolta. Fugiu do debate, covarde. Quero debater com você, Lula. Usou seus amigos no Judiciário para impor a censura no debate”, disse Flávio.
Flávio foi o primeiro candidato a desistir de participar do debate após a decisão da ministra do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Estela Aranha, que proibiu a emissora de colocar uma cadeira vazia no lugar reservado para Lula. Posteriormente, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes determinou que o candidato Renan Santos, do partido Missão, participasse do debate apesar de não ter sido convidado originalmente.
Segundo Flávio, o presidente montou um sistema para favorecer suas indicações ao Judiciário. “Essa ministra do TSE que deu a decisão é indicada por ele. Criaram um sistema, uma fraude, para escolher os ministros que vão tomar as decisões a favor do Lula. Isso tudo é desespero. Eles sabem que a eleição vai acabar domingo”, argumentou.
Estela Aranha é formada em Direito pela USP e foi indicada por Lula, tomando posse em 1º de agosto de 2025. Antes de integrar a Justiça Eleitoral, ela atuou como Secretária de Direitos Digitais do Ministério da Justiça e Segurança Pública quando a pasta era comandada pelo atual ministro da Suprema Corte Flávio Dino.
A Justiça Eleitoral é responsável por regular e fiscalizar o processo eleitoral no país, incluindo decisões sobre a realização de debates e participação de candidatos. O TSE é a instância máxima da Justiça Eleitoral brasileira, enquanto o STF funciona como corte de revisão em casos que envolvem questões constitucionais.



