Flávio Bolsonaro diz que pai ficou aliviado com eleição de Carlos ao Senado

Candidato presidencial afirmou em reunião do PL que ex-presidente se sentiu mais tranquilo com resultado em Santa Catarina. Carlos foi eleito com 25,4% dos votos.

Flávio Bolsonaro diz que pai ficou aliviado com eleição de Carlos ao Senado
Carlos Bolsonaro, à esquerda, e Jair Bolsonaro, à direita. Foto: Alan Santos/PR — Foto: Carlos Bolsonaro, à esquerda, e Jair Bolsonaro, à direita  • Alan Santos/PR

Flávio Bolsonaro afirmou que ex-presidente Jair Bolsonaro ficou aliviado com eleição do irmão Carlos como senador em Santa Catarina.

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta quarta-feira (7) que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ficou “aliviado” com a eleição do irmão Carlos Bolsonaro (PL) como senador em Santa Catarina.

“Fiquei feliz que ele ficou feliz com o resultado domingo. Ficou aliviado pela eleição do Carlos senador lá em Santa Catarina também. Era uma preocupação dele”, declarou Flávio durante reunião geral do Partido Liberal (PL) nesta quarta.

Carlos Bolsonaro foi eleito com 25,4% dos votos válidos, o equivalente a 2.041.840 votos. Ele ficou em segundo lugar, atrás de Carol de Toni (PL), que obteve 33,5% dos votos válidos, correspondendo a 2.694.918 votos. Ambos serão senadores de primeiro mandato a partir do início de 2027.

Antes das eleições, pesquisas de intenção de voto apontavam incerteza sobre a eleição de Carlos Bolsonaro. Ele construiu carreira política como vereador do Rio de Janeiro e transferiu título eleitoral para Santa Catarina no final de 2025. A escolha de Carlos Bolsonaro para uma das vagas ao Senado causou divergências na direita, com parte da ala preferindo a reeleição do senador Esperidião Amin (PP), político tradicional do estado que era apontado como forasteiro durante a campanha.

Também na mesma reunião, a senadora eleita pelo Distrito Federal Michelle Bolsonaro (PL) disse que Jair Bolsonaro “é uma ameaça para si só”, ao comentar a necessidade de cuidar do marido enquanto concilia atividades políticas. O ex-presidente segue em prisão domiciliar e enfrenta problemas de saúde decorrentes da facada sofrida na campanha presidencial de 2018.

“Aqui não é engano pra ninguém que o meu marido…ele, se a gente não estiver ao lado dele, ele mesmo é uma ameaça para si só. Então, ele não toma medicação, não se alimenta, não faz as atividades. Então, realmente eu tive que resumir tudo, toda nossa pauta, e tentando conciliar o cuidado com ele, porque ele precisa estar bem”, disse Michelle.

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