Coluna de opinião do site Gazeta do Povo reproduz narrativa em primeira pessoa de gestação interrompida em Uberlândia

Coluna de portal de notícias reproduz texto em primeira pessoa atribuído a feto de 8 meses de gestação
Um texto em primeira pessoa atribuído a um feto de oito meses de gestação foi publicado em coluna de opinião no portal Gazeta do Povo na tarde de quarta-feira. A narrativa descreve, da perspectiva do feto, uma interrupção de gestação ocorrida em hospital de Uberlândia na noite da quinta-feira anterior.
Segundo o texto, a mãe tinha 18 anos de idade e estava “desesperada”. O autor da coluna afirma que a gestante foi “enganada pelas feministas da Secretaria de Saúde” da cidade. O texto relata que a mãe viajou de ônibus para Uberlândia na noite do procedimento, “chorando a noite inteira”.
O autor critica o atendimento hospitalar, descrevendo o procedimento de forma detalhada e afirmando que os médicos “não seguem o juramento de Hipócrates”. A coluna menciona que no mesmo dia foram realizados dois outros procedimentos com fetos de idade gestacional semelhante.
O texto relata que a mãe não encontrou suporte familiar e que “alguns do movimento pró-vida” tentaram convencê-la a não prosseguir, mas ela “não conseguiu ouvi-los”. A coluna critica também advogados, afirmando que “simplesmente negaram meu direito de defesa” e não acionaram habeas corpus.
O fechamento da coluna muda de tom, afirmando que o autor “cheguei a um lugar onde não há mais dúvida, dor, ódio ou injustiça” e promete “rezar e interceder” pela mãe. O texto termina com crítica ao STF por “chanceler a crueldade da Assistolia Fetal” e convocação para intercessão pela mudança de jurisprudência.



