Flávio Bolsonaro diz ter sido surpreendido com prisões de Canella e Bacellar

Senador e candidato à Presidência afirmou durante sabatina que investigados têm direito de se defender; esquema movimentou R$ 7,6 bilhões

Flávio Bolsonaro diz ter sido surpreendido com prisões de Canella e Bacellar
Flávio Bolsonaro em sabatina da TV Globo. Foto: Reprodução — Foto: Flávio Bolsonaro (PL)  • Reprodução

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro afirmou ter sido surpreendido pelas prisões de Márcio Canella e Rodrigo Bacellar durante sabatina.

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) declarou nesta sexta-feira (16), durante sabatina da TV Globo, que foi surpreendido pelas prisões de Márcio Canella (União Brasil), deputado estadual eleito pelo Rio de Janeiro, e Rodrigo Bacellar (União Brasil), ex-presidente da Assembleia Legislativa fluminense.

“Acho que as pessoas têm direito de se defenderem e provar sua inocência, e é o que espero que todos eles façam. Não tem que passar a mão na cabeça de ninguém, não; se cometeu algo de errado, vai ter que responder por isso”, afirmou o senador.

Canella foi preso preventivamente na quinta-feira (15) na oitava fase da Operação Unha e Carne, conforme a Polícia Federal. A corporação investiga uma organização criminosa suspeita de utilizar postos de combustíveis na região metropolitana do Rio para lavar dinheiro. O ex-secretário estadual de Polícia Civil, Marcus Vinicius Fernandes, também foi detido na operação.

Segundo a investigação, o esquema movimentou mais de R$ 7,6 bilhões em seis anos. Canella, ex-prefeito de Belford Roxo, foi o segundo deputado estadual mais votado do Rio neste ano, com 197.178 votos, e teve a candidatura apoiada por Flávio Bolsonaro.

Flávio Bolsonaro também defendeu punições mais severas para pessoas com envolvimento comprovado com facções criminosas. “Quem comprovadamente tem envolvimento com coisa errada, com PCC e Comando Vermelho, tem que pagar dentro da lei, e, no meu governo, vai ter pena mais dura, vai ficar mais tempo preso”, declarou.

Bacellar foi preso em 27 de março, por determinação do Supremo Tribunal Federal. A Procuradoria-Geral da República havia denunciado o ex-presidente da Alerj por obstrução de uma investigação relacionada ao Comando Vermelho. Segundo a PGR, Bacellar e outros denunciados atuaram para prejudicar a Operação Zargun, deflagrada em setembro de 2025 contra uma organização investigada por tráfico internacional de armas e drogas, corrupção e lavagem de dinheiro.

Os advogados de Bacellar classificaram a medida como indevida e desnecessária quando da prisão. A defesa afirmou que desconhecia os motivos da ordem e que ele vinha cumprindo integralmente as medidas cautelares impostas pela Justiça. Bacellar segue preso.

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