Encontro ocorre um mês após eleição e reúne prefeitos e ex-prefeitos eleitos em diversos cargos estaduais e federais.

A Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos promove encontro com o presidente eleito em 25 de novembro para apresentar demandas municipais.
A Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP) prepara um coquetel para “estreitar a relação” com o presidente da República eleito no próximo domingo (25). O encontro está marcado para 25 de novembro, exatamente um mês após a votação do segundo turno e a definição do vencedor da corrida ao Planalto.
O local escolhido é o Unique Palace, espaço de eventos de alto padrão na Asa Sul, em Brasília. A recepção também será voltada a ex-prefeitos eleitos neste ano para governos estaduais, Câmara dos Deputados e Senado Federal.
Entre os ex-prefeitos que assumirão governos estaduais estão João Henrique Caldas (PSDB), que passou da Prefeitura de Maceió ao governo de Alagoas; Eduardo Braide (PSD), ex-prefeito de São Luís eleito para governar o Maranhão; Doutor Daniel (Podemos), ex-prefeito de Ananindeua (PA) e governador eleito do Pará; e Arthur Henrique, ex-prefeito de Boa Vista que deve assumir o Executivo de Roraima.
Para o Senado, foram eleitas ex-prefeitas como Teresa Surita (MDB-RR), que governou Boa Vista por cinco mandatos; Luizianne Lins (Rede-CE), ex-prefeita de Fortaleza; e Marília Campos (PT-MG), ex-prefeita de Contagem. A FNP registra um quadro geral de 311 ex-prefeitos eleitos em diferentes níveis.
Horas antes do coquetel, haverá uma reunião geral. As propostas da entidade já foram divulgadas em uma carta de setembro. Entre elas estão a revisão do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), o pedido por mais espaço na atuação em segurança pública e por ajuda no financiamento da saúde e do transporte público.
O encontro ocorre em contexto de pressões sobre o funcionamento institucional brasileiro. Durante a campanha, candidatos e líderes políticos apresentaram críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF). O presidente eleito também propôs mudanças no funcionamento da Corte, incluindo a criação de um colegiado com participação da sociedade civil para avaliar indicações de ministros.



