Gleisi leva acusações a Dallagnol, Barros e Chiquini ao MPE

Candidata ao Senado pelo PT apresentou notícia-crime na quinta-feira acusando três concorrentes de ataques sexualizados e discriminação contra mulher.

Gleisi leva acusação de violência política contra Dallagnol, Barros e Chiquini ao MPE
Gleisi em ato contra feminicídio em Curitiba. Foto: Gil Ferreira/SRI

Gleisi Hoffmann (PT) apresentou notícia-crime ao Ministério Público Eleitoral contra Deltan Dallagnol, Filipe Barros e Jeffrey Chiquini acusando-os de violência política.

A candidata ao Senado Gleisi Hoffmann (PT) apresentou notícia-crime ao Ministério Público Eleitoral na quinta-feira (17) acusando Deltan Dallagnol (Novo), Filipe Barros (PL) e Jeffrey Chiquini (Novo) de violência política contra a mulher. Segundo a petista, os ataques ocorreram entre março e setembro de 2026. A apresentação da peça não significa que os três tenham cometido crime nem que uma investigação já esteja aberta.

A defesa de Gleisi fundamenta a acusação no artigo 326-B do Código Eleitoral, que criminaliza assediar, constranger, humilhar, perseguir ou ameaçar candidata ou detentora de mandato mediante menosprezo ou discriminação à condição de mulher, com finalidade de impedir ou dificultar a campanha ou exercício do mandato. A pena prevista é de um a quatro anos de reclusão e multa. O enquadramento dos episódios narrados ainda depende da análise das autoridades competentes.

O primeiro episódio ocorreu em 23 de março envolvendo Filipe Barros. Após ser citado por Gleisi em discurso na Câmara dos Deputados sobre atos de 8 de janeiro, o deputado publicou vídeo de reação no TikTok. Segundo a notícia-crime, Barros mandou Gleisi “lavar a boca” antes de falar em seu nome e fez referência a supostos apelidos atribuídos a ela em registros da Odebrecht. A defesa da petista sustenta que o conteúdo teve caráter sexualizado e buscou desqualificá-la pessoalmente.

O segundo episódio é de 22 de abril e envolve Deltan Dallagnol. De acordo com o documento, Dallagnol publicou no Instagram vídeo que associava suposto codinome atribuído a Gleisi a música de Marília Mendonça e atacava sua aparência ao usar a expressão “narigão”. Para os advogados da candidata, a combinação entre referência sexualizada e ataque físico se enquadraria no crime eleitoral.

Caberá ao Ministério Público Eleitoral analisar o material apresentado pela defesa de Gleisi e decidir se há elementos para avançar na esfera criminal. A investigação eventual pela Polícia Federal dependerá da análise inicial do órgão.

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