Haddad aponta PSB como chave para fechar chapa em SP

Fernanda Haddad, ex-ministro da Fazenda  • Ton Molina/NurPhoto via Getty Images

Pré-candidato do PT diz trabalhar para acelerar negociações enquanto diferença para Tarcísio encolhe nas pesquisas

Haddad aponta PSB como chave para fechar chapa em SP
Fernando Haddad, ex-ministro da Fazenda, discute formação de chapa para eleições de 2026. Foto: Ton Molina/NurPhoto via Getty Images — Foto: Fernanda Haddad, ex-ministro da Fazenda  • Ton Molina/NurPhoto via Getty Images

Durante evento na PUC, pré-candidato do PT afirmou que decisão sobre vice ou candidato ao Senado depende de resolução interna do PSB

Haddad reconhece dependência de decisão interna do PSB

Fernando Haddad, pré-candidato do Partido dos Trabalhadores ao governo de São Paulo, reiterou nesta quarta-feira que a definição final da chapa permanece subordinada a escolhas políticas do PSB, partido que deve indicar o vice ou lançar candidato próprio ao Senado Federal. Em pronunciamento durante evento na Pontifícia Universidade Católica, o ex-ministro da Fazenda afirmou estar empenhado em facilitar as negociações, mas ressalvou as limitações de sua capacidade de influência.

“É um assunto que me interessa muito, mas também tem uma questão interna do PSB. Então, eu estou procurando ajudar na medida do possível”, declarou o petista. A fala reconhece a autonomia do partido aliado, ainda que Haddad tenha mantido conversas com lideranças políticas para avançar nas tratativas.

Atraso na composição prejudica pré-campanha

Integrantes da coligação avaliam que a indefinição sobre a estrutura da chapa vem impactando negativamente a campanha de Haddad. Enquanto o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) já participa de eventos com aliados, reforçando sua visibilidade, o petista segue preso a negociações que se prolongam. A falta de clareza sobre o segundo nome enfraquece a mensagem inicial do grupo de oposição.

O ex-ministro Márcio França havia comentado recentemente sobre a delicadeza da situação, ressaltando que a indefinição gera desgaste político e cria espaço para que os adversários avancem sem contrapesos bem definidos.

Haddad menciona tensão diplomática com Washington

Durante a entrevista, Haddad evocou contexto nacional mais amplo para justificar suas conversas com autoridades federais. Mencionou diálogo recente com o vice-presidente da República e referiu-se ao presidente em missão no G7, onde teria tratado de “assuntos de interesse nacional” diante de “nova ameaça” relacionada à atitude de membros do governo em relação aos EUA.

A observação situa a campanha estadual dentro de dinâmicas políticas nacionais, sugerindo que a resolução da chapa pode estar conectada a alinhamentos mais amplos.

Pesquisa mostra redução na vantagem de Tarcísio

Haddad interpretou positivamente os dados mais recentes de intenção de voto divulgados. Segundo levantamento de terça-feira, Tarcísio lidera com 46%, enquanto o petista marca 33%. Embora a diferença permaneça expressiva em 13 pontos percentuais, Haddad destacou a queda anterior de 18 pontos como “avanço importante” para sua pré-candidatura.

“A queda do Tarcísio da diferença de 18 para 13 significa um avanço importante. Se a diferença continuar caindo nesse ritmo, vai ser bom para o Estado de São Paulo”, afirmou. O ex-ministro ressalvou que pesquisas devem ser avaliadas com ressalvas, especialmente enquanto horário eleitoral e campanha formal ainda não começaram.

Cenário competitivo segue aberto

A dinâmica eleitoral em São Paulo se molda à medida que partidos finalizam alianças e composições de chapas. Com a formalização ainda pendente de decisões do PSB, o petista reconhece que as próximas semanas serão críticas para consolidar a estrutura de campanha e ganhar espaço nas pesquisas.

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