Indústria aprova corte da Selic mas critica juros ainda elevados

CNI, Firjan e Fiemg pedem reformas fiscais para flexibilizar ainda mais a taxa básica

Indústria aprova corte da Selic mas critica juros ainda elevados
Entidades da indústria cobram novas medidas para redução de juros

Confederações industriais reconhecem corte da Selic como positivo, mas afirmam que taxas elevadas continuam prejudicando empresas e famílias.

Entidades da indústria reconhecem como acertada a redução da taxa básica de juros (Selic), mas mantêm críticas ao patamar ainda elevado praticado no país.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) e a Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) afirmam que os juros continuam prejudicando empresas e famílias brasileiras.

Segundo as entidades, o movimento do Banco Central aponta na direção correta, mas esbarram em limitações impostas pelo cenário fiscal. As confederações defendem que reformas estruturais são necessárias para aumentar a credibilidade fiscal do Brasil.

De acordo com os comunicados, essa recuperação de credibilidade seria fundamental para viabilizar maior flexibilização da taxa básica de juros nos próximos períodos. As organizações entendem que apenas melhorias nas contas públicas permitirão ao Banco Central continuar reduzindo a Selic sem comprometer a inflação.

A CNI destaca que mesmo com o recente corte, o custo do crédito permanece elevado comparativamente aos patamares pré-pandemia. A Firjan e a Fiemg reforçam que empresas continuam com dificuldades para acessar financiamento em condições viáveis.

As entidades sinalizam disposição em acompanhar os próximos passos do Banco Central, mas condicionam otimismo real à implementação de agendas de austeridade fiscal e reformas estruturais no governo federal.

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