Indicador deve ficar entre 0,70% e 0,82% no mês, segundo estimativas de economistas. Fim do bônus de Itaipu e pressão em combustíveis e alimentos explicam reaceleração.

IPCA de setembro deve mostrar reaceleração e atingir o teto da meta de 4,50% em 12 meses, segundo estimativas de economistas consultados.
O IPCA de setembro deve vir entre 0,70% e 0,82%, conforme estimativas de economistas, após períodos de alívio inflacionário nos três meses anteriores, segundo análises consultadas. O indicador anualizado deve atingir o teto da meta de 4,50% em 12 meses.
A principal causa da reaceleração é o fim do efeito do bônus de Itaipu, um valor distribuído aos consumidores anualmente após apuração do saldo registrado na conta de comercialização da energia. Preços de combustíveis e alimentos in natura também exercem pressão, além de móveis, eletrodomésticos, artigos eletroeletrônicos e vestuário.
A XP estima IPCA de 0,75% na comparação mensal, levando o índice anualizado para 4,50%. Essa é a mesma projeção da ASA. O Daycoval estima inflação mensal de 0,72%, enquanto JP Morgan projeta variação de 0,81%, assim como o C6 Bank, que calcula 0,82%. O Inter projeta variação de 0,62% no mês e de 4,32% em 12 meses, estimando IPCA de 4,80% para o final do ano.
Segundo a XP, a taxa anualizada ajustada sazonalmente a três meses para a inflação subjacente deve subir de 4,1% para 4,6%, enquanto a medida de três meses para serviços subjacentes avançará de 4,9% para 5,7%. As médias da inflação subjacente e as medidas dos serviços interrompem a tendência benigna observada nas leituras recentes.
A projeção para o indicador de serviços intensivos em mão de obra é de aumento de 0,56%, com a taxa anualizada de três meses permanecendo estável em 7,4%. A instituição aponta que o fim do crédito do bônus de Itaipu nas contas de eletricidade, junto com aumento dos preços da gasolina, impulsionará a reversão dos preços administrados — principal fator por trás da aceleração na manchete do IPCA.
Os preços definidos pelo mercado também contribuem para o aumento, com elevação significativa nos preços de alimentos in natura.



