Levantamento divulgado neste sábado mostra que ambos os candidatos têm 47% de eleitores que não votariam neles de jeito nenhum.

Pesquisa Ipespe/Abrapel divulgada neste sábado mostra que 47% dos eleitores rejeitam tanto Flávio quanto Lula. Segundo turno está marcado para 25 de outubro.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparecem igualmente rejeitados por 47% dos eleitores, conforme levantamento Ipespe/Abrapel divulgado neste sábado (17).
Na rodada anterior da pesquisa, divulgada em 10 de outubro, Flávio era rejeitado por 46%. O percentual subiu um ponto. Ao mesmo tempo, 47% dos entrevistados afirmam que com certeza votariam no candidato do PL (Partido Liberal), mantendo o mesmo resultado das duas pesquisas. Outros 4% poderiam votar em Flávio, queda de um ponto em relação aos 5% anteriores. Um por cento afirma não o conhecer o suficiente, percentual que permaneceu igual nas duas rodadas.
Já o cenário de Lula indica rejeição também de 47%, comparado aos 49% da pesquisa anterior. No entanto, 45% afirmam que com certeza votariam no petista, aumento de dois pontos percentuais em relação aos 43% registrados em 10 de outubro. Os que poderiam votar em Lula subiram de 5% para 6%. Nenhum entrevistado respondeu que não conhece o presidente o suficiente. Os que não sabem ou não responderam passaram de 1% para 2%.
A Ipespe/Abrapel realizou entrevistas com 1.500 eleitores de todo o país entre os dias 13 e 15 de outubro. A margem de erro do levantamento é de 2,6 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95,45%. O estudo foi realizado com recursos próprios do instituto e está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-00223/2026.
O segundo turno da eleição presidencial de 2026 ocorrerá em 25 de outubro. Flávio obteve 47,03% dos votos no primeiro turno, com 56,1 milhões de votos, enquanto Lula alcançou 45,16%, com 53,8 milhões de votos. A diferença de menos de dois pontos percentuais entre os candidatos representa a menor margem registrada desde a redemocratização.



