Iser e Quaest mostram que oito em cada dez religiosos rejeitam política em igrejas

Pesquisa revela que 90% dos brasileiros também se opõem a candidatos em espaços religiosos, mas pastores influenciaram 23% dos pentecostais em 2022.

Iser e Quaest mostram que oito em cada dez religiosos rejeitam política em igrejas
Pesquisa mostra que maioria é contra misturar religião com política institucional

Pesquisa do Iser e Quaest divulgada neste domingo aponta que 80% dos entrevistados rejeitam discussão política em espaços religiosos e 90% se opõem a candidatos em igrejas.

Uma pesquisa realizada pelo Instituto de Estudos da Religião (Iser) em parceria com a Quaest, divulgada neste domingo (20), mostra que oito em cada dez entrevistados são contrários à discussão política dentro de espaços religiosos.

O levantamento também indica que nove a cada dez brasileiros rejeitam que lideranças religiosas permitam a presença de candidatos na igreja para fins eleitorais. De acordo com o estudo, esse índice de rejeição se mantém em patamares similares entre o eleitorado católico, evangélico e de outras religiões.

O Iser também mediu o impacto das indicações de pastores e líderes religiosos na eleição presidencial de 2022. Os dados mostram que 11% dos entrevistados foram orientados por suas lideranças a votar no ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), enquanto 5% receberam indicação para escolher o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Entre evangélicos protestantes como batistas e presbiterianos, a orientação a favor de Bolsonaro atingiu 20%. No segmento pentecostal, que engloba denominações como Assembleia de Deus, Igreja Quadrangular e Igreja Universal, 23% afirmam ter recebido indicação de seu pastor para votar no candidato do PL.

A Igreja Universal apresenta números acima da média nacional: 27% relatam recomendação de voto em Bolsonaro e 12% em Lula. Além disso, 26% dos fiéis da Universal concordam que o pastor indique em quem votar, o dobro da média geral.

A pesquisa também evidencia divisões regionais. No Nordeste, durante o segundo turno de 2022, o atual presidente Lula obteve maior apoio entre o eleitorado evangélico em comparação com outras regiões do país.

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