Primeira-dama condena discurso que minimiza violência contra mulheres e alerta para influência do machismo na internet

Janja critica entrevista de Juliano Cazarré que minimiza violência contra mulheres e destaca o impacto do machismo na internet.
No Palácio do Planalto, em 20 de fevereiro de 2026, Janja critica entrevista do ator Juliano Cazarré na GloboNews, na qual ele afirmou que as mulheres matam mais homens no Brasil do que o contrário. A primeira-dama Rosângela da Silva apontou que tais declarações disfarçam o machismo e propagam informações falsas originadas em redes sociais, criticando a ausência de contestação durante a transmissão.
O papel dos discursos públicos na perpetuação do machismo
A fala de Janja evidencia a responsabilidade de figuras públicas no combate à desinformação e ao machismo. Ao refutar a entrevista, ela ressalta o risco de minimizar a gravidade da violência contra as mulheres, que é tema sensível e urgente no país. A primeira-dama posiciona-se como voz ativa contra narrativas que distorcem dados e perpetuam estereótipos nocivos.
Impacto do machismo digital e grupos “red pills”
Durante o evento, Janja também abordou o fenômeno dos grupos conhecidos como “red pills”, que promovem ideologias machistas na internet. Ela alertou para a transformação do machismo em entretenimento e sua monetização, o que amplia seu alcance e influência. Essa dinâmica, segundo ela, ultrapassa o ambiente virtual, afetando famílias e comunidades, e agravando o problema da violência de gênero.
Pacto Brasil entre os Três Poderes para enfrentar o feminicídio
O evento marcou os 100 dias do Pacto Brasil entre os Três Poderes para o enfrentamento do feminicídio, reunindo autoridades como Hugo Motta, presidente da Câmara, e Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal. Essa iniciativa busca integrar esforços para combater a violência contra as mulheres, demonstrando a importância da articulação institucional para enfrentar um problema social complexo.
Desafios e perspectivas na luta contra a violência de gênero
A crítica de Janja à entrevista de Juliano Cazarré reflete os desafios enfrentados na luta contra o machismo e a violência de gênero no Brasil. A disseminação de informações falsas e discursos que minimizam a violência dificultam a mobilização social e a implementação de políticas eficazes. O compromisso das autoridades e a conscientização pública são essenciais para reverter esse cenário e promover a igualdade e a segurança para as mulheres.





