Decisão de São Paulo envolve a 7Seven Apoio e Serviços Administrativos, criada para pagamento de funcionários da distribuidora Terrana na Operação Carbono Oculto

Decisão da Justiça de São Paulo autoriza novas medidas de investigação sobre empresa constituída com apenas R$ 1 mil de capital que movimentou R$ 2,25 milhões
A Justiça de São Paulo autorizou novas medidas de investigação sobre a 7Seven Apoio e Serviços Administrativos Ltda., empresa constituída com apenas R$ 1 mil de capital social que movimentou R$ 2,25 milhões na Operação Carbono Oculto.
Segundo a decisão, a empresa utilizou os recursos para pagar funcionários da distribuidora Terrana. A 7Seven foi aberta em 27 de janeiro de 2025, pouco mais de um mês depois da formação da estrutura de administração da Terrana descrita nos autos. Conforme os registros, a movimentação ocorreu por meio da BK Instituição de Pagamento.
A discrepância entre o capital social declarado e os valores movimentados chamou a atenção dos investigadores. A empresa tinha apenas R$ 1 mil registrado, mas movimentou mais de duas mil vezes esse valor. De acordo com o Ministério Público, a estrutura foi posteriormente “desidratada” para ocultar seus vínculos com o grupo investigado.
A criação da 7Seven ocorreu após o grupo passar a administrar a Terrana. Em 18 de dezembro de 2024, foi criado um grupo de WhatsApp chamado “Novo direção terrana”, utilizado para tratar da gestão da distribuidora. Segundo a decisão, Mohamad Hussein Mourad, conhecido como “Primo”, usava uma linha cadastrada como “Leo” para transmitir instruções a integrantes da administração.
Entre os envolvidos na gestão estavam Gustavo Nascimento de Oliveira, que atuava como CEO e porta-voz do grupo, Andréia Cristina Alves Borges, ligada à área financeira, e Gunar Marcondes da Silva, responsável pela contabilidade. Todos eram profissionais responsáveis pelas áreas financeira e contábil.
Andréia Cristina Alves Borges recebeu R$ 7.604.579,04 provenientes da organização investigada. Do total, R$ 5.682.000,38 teriam vindo da SM Serviços Empresariais. A investigação afirma que Andréia respondia diretamente ao chamado “chefe”.
A 7Seven não foi a única empresa de capital reduzido identificada na investigação. Os autos também apontam as empresas Berna Holdings e Branson Holdings, ambas constituídas com capital social de R$ 1 mil cada.



