O presidente do Federal Reserve de Minneapolis afirmou que a inflação persiste além dos preços de energia e alimentos, atingindo principalmente o setor de serviços.

Neel Kashkari, presidente do Federal Reserve de Minneapolis, afirmou que a inflação está acima do desejável em todos os setores da economia americana.
O presidente do Federal Reserve de Minneapolis, Neel Kashkari, afirmou no domingo que a inflação está alta demais em todos os setores da economia dos EUA, não apenas devido aos aumentos nos preços do petróleo.
Segundo Kashkari, mesmo excluindo o setor de energia e alimentos da análise, a inflação persiste em níveis elevados. “Portanto, mesmo se excluirmos o setor de energia, que é realmente volátil, e excluirmos os alimentos — que têm grande importância —, mas em termos de para onde a economia está indo, a inflação ainda está alta demais”, disse ao programa “Sunday Morning Futures”, da Fox News.
O diretor apoiou a decisão unânime da semana anterior de aumentar as taxas de juros em um quarto de ponto percentual, para 3,75% a 4,00%. Na reunião anterior, Kashkari havia votado a favor de um aumento, enquanto a maioria optou por manter as taxas inalteradas.
Kashkari ressaltou que a inflação sentida pelos norte-americanos no dia a dia vai além dos preços do petróleo e está amplamente presente no setor de serviços. “A inflação que o povo norte-americano sente todos os dias vai muito além dos preços do petróleo. Ela está presente em todos os aspectos da economia. Está amplamente presente no setor de serviços, por exemplo. Portanto, temos ferramentas para reduzi-la”, declarou.
O Federal Reserve tem como objetivo trazer a inflação de volta à meta de 2%. Kashkari observou que as políticas de taxas de juros não conseguem resolver questões geopolíticas como a abertura do Estreito de Ormuz ou conter a alta dos preços do petróleo, que dispararam após a intensificação de hostilidades no Oriente Médio.
As preocupações de Kashkari coincidiram com as expressas pelo presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, após a última reunião de definição de taxas. Warsh estimou que a inflação, medida pelo indicador que o Fed utiliza para sua meta de 2%, provavelmente ficou em torno de 3,6% em agosto, número que será divulgado oficialmente no final do mês.





