Presidente do tribunal determinou que assessoria de desinformação examine conteúdos e possível coordenação na disseminação de publicações

O presidente do TSE determinou que a assessoria de desinformação preste informações técnicas com urgência sobre o canal de WhatsApp
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou nesta segunda-feira (12/10) que a Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do tribunal apresente “informações técnicas com máxima urgência” a respeito do canal de WhatsApp “Exército do Lula”, coordenado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG).
O ministro solicitou que a assessoria informe “se identificou a circulação de conteúdos idênticos ou substancialmente equivalentes àqueles examinados nestes autos, inclusive em outros canais e plataformas digitais, bem como eventual atuação coordenada destinada à sua disseminação”.
A determinação surge após conflito de decisões no tribunal. No domingo (11/10), Nunes Marques havia ordenado a derrubada do canal. Porém, o corregedor-geral do TSE, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, suspendeu essa decisão, reestabeleceu o funcionamento do “Exército do Lula” e determinou que o plenário da Corte analise o caso.
O canal foi denunciado ao TSE pelo candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), que alega irregularidades nas publicações. Segundo o processo, Cueva pediu que as partes envolvidas — Lula, Janones e o vice-presidente Geraldo Alckmin — apresentassem defesa em cinco dias, e concedeu 72 horas para que a campanha de Flávio detalhe as irregularidades alegadas sobre o canal.
O “Exército do Lula” é um canal de WhatsApp que cresceu exponencialmente após o primeiro turno das eleições de 2026. Atualmente, o canal conta com 3,7 milhões de seguidores. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu publicamente que seguidores se juntassem ao canal, que publica orientações e links de notícias e páginas de redes sociais à sua militância.
O plenário do TSE será responsável por decidir o futuro do canal. A definição dependerá da análise das informações técnicas solicitadas e dos argumentos apresentados pelas partes envolvidas no processo.



