Três candidatos à Presidência se comprometem com erradicação do crime. Bolsonaro, Renan Santos e Zema não assinaram documento da Conatrae.

Lula (PT), Augusto Cury (Avante) e Ronaldo Caiado (PSD) assinaram nesta quarta-feira (30) carta com 14 compromissos de combate ao trabalho escravo.
Os candidatos à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Augusto Cury (Avante) e Ronaldo Caiado (PSD) assinaram nesta quarta-feira (30) uma carta-compromisso contra o trabalho escravo no Brasil.
Flávio Bolsonaro (PL), Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) não constam entre os signatários da carta. Procurados pela reportagem por meio de suas assessorias de comunicação, os candidatos não retornaram até a publicação deste texto.
A iniciativa é realizada pela Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo (Conatrae) em períodos eleitorais desde 2003. O documento reúne 14 compromissos de combate ao crime e proteção às vítimas, e é apresentado a todos os candidatos a cargos no Poder Executivo, seja para os governos estadual, municipal ou o Executivo Federal.
Segundo a Conatrae, o objetivo é dar visibilidade ao tema e registrar publicamente o compromisso de candidatos com o enfrentamento ao trabalho escravo contemporâneo, contribuindo para o acompanhamento desses compromissos pela sociedade civil.
Os 14 compromissos incluem ações como combater o trabalho escravo e o tráfico de pessoas como prioridade do mandato; não permitir influências que impeçam a sanção de leis necessárias à erradicação; efetivar ações do 3º Plano Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo; reconhecer a definição de trabalho análogo ao de escravo conforme artigo 149 do Código Penal; não promover empreendimentos que utilizem mão de obra escrava ou infantil; apoiar articulações políticas para aprovação de leis relacionadas ao tema; e buscar medidas de proteção e reinserção social de vítimas.
As candidaturas que aderiram à carta podem ser consultadas no perfil do Instagram @compromissopelaliberdade.



