Lula defende Nossa Senhora Aparecida e condena ataques à fé católica

Presidente rejeita boatos sobre retirada de título de padroeira em entrevista à Band neste domingo

Lula defende Nossa Senhora Aparecida e condena ataques à fé católica
Presidente Lula fez defesa da padroeira durante entrevista. Foto: Reprodução/Instagram @janjalula

Em entrevista à Band, Lula condenou ataques à Nossa Senhora Aparecida e defendeu o respeito entre religiões

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), defendeu a padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida, durante entrevista exibida neste domingo (27/9), em meio a polêmica nas redes sociais envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL).

“Esse negócio de mexer com Nossa Senhora Aparecida não é aceitável. Não é aceitável, já teve gente da religião evangélica que um dia chutou Nossa Senhora Aparecida. Eu quero dizer o seguinte, ela vai ser padroeira do Brasil porque o povo brasileiro quer e tem fé. E eu só quero que todas as religiões respeitem as religiões. Todas!”, afirmou Lula à Bandeirantes.

A polêmica começou após circulação nas redes sociais de boatos de que grupos evangélicos ligados ao senador queriam retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. O assunto repercutiu em 23 e 24 de setembro.

Flávio Bolsonaro nega veementemente que qualquer proposta nesse sentido exista e culpa o PT por divulgar notícias falsas sobre o caso. O senador afirmou que a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) estaria envolvida na circulação de publicações na internet que mencionam um suposto plano seu para retirar o título de Nossa Senhora. A instituição nega o envolvimento.

“O PT, eu sei hoje, já estava havia alguns dias tentando levantar essa fake news, conseguiu com a ajuda de gente de dentro da CNBB, infelizmente essa realidade”, declarou Flávio.

Na noite do dia 24 de setembro, um usuário das redes sociais publicou no X uma imagem da santa com a frase “a família miliciana odeia tanto mulher preta que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida”. Flávio Bolsonaro entrou com representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) alegando que a postagem continha fato sabidamente inverídico, ódio racial e ligação com milícia.

O ministro André Mendonça acatou a ação e determinou a remoção do post, proibindo novas publicações de mesmo teor, com multa de R$ 30 mil por descumprimento. A ordem mirava publicações que tratassem como verdadeiro o boato sobre Flávio ou sua família, mas ressalvava críticas, sátiras e opiniões.

Neste domingo, o ministro Luiz Fux, presidente da Suprema Corte, revogou a ordem de Mendonça através de decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que havia sido provocado sobre o caso.

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