Em entrevista à CNN, presidente citou preocupação com influência de inteligência artificial e proximidade de Marco Rubio com bolsonarismo

Lula afirmou à CNN que eleições brasileiras são de interesse do país e pediu ao presidente Trump que não interfira no pleito de outubro
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou em entrevista à âncora da CNN Christiane Amanpour nesta segunda-feira (21) que as eleições gerais de 2026 são de interesse do Brasil e pediu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para não interferir no pleito.
“Eu já disse ao presidente Trump, é o seguinte, é muito importante que os Estados Unidos não se metam nas eleições do Brasil. É muito importante, porque nós temos uma relação diplomática de 203 anos, é uma relação muito sólida e o Brasil não é um país anti-americanista,” declarou Lula.
O chefe do Executivo destacou preocupação com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, pela proximidade dele com a família Bolsonaro, mas expressou esperança de que não haja interferência.
“Ele já disse para muita gente, sabe, que ele não vai se envolver nas eleições brasileiras. E é bom que seja assim. É esse o papel que eu espero de um presidente da República,” afirmou.
Lula ressaltou que eleições brasileiras são problema do Brasil e eleições norte-americanas são problema do povo americano. “As eleições do Brasil é um problema do Brasil. Quem ganha ela e quem perde é ela. Com o Trump, eu vim aqui conversar com o Trump nas últimas vezes, entreguei quatro documentos para eles.”
O presidente também se mostrou preocupado com possível influência de inteligência artificial no pleito. “Já indícios de interferência de inteligência artificial, eu estou muito preocupado com o Marco Rubio, porque o Marco Rubio é muito ligado ao pessoal do bolsonarismo, mas, por enquanto, é só suspeita.”
Segundo informação da CNN Brasil, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) enviou relatório ao fim de agosto ao Palácio do Planalto, Ministério da Justiça e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) elevando a possibilidade de influência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras a nível de criticidade. O texto cita documentos do governo Trump entre novembro de 2025 e maio de 2026 com objetivos de redução da influência de potências rivais dos Estados Unidos.



