Presidente ampliou votos em todas as regiões mineiras, com margem de 109.313 votos sobre Flávio Bolsonaro no segundo turno

Lula conquistou a reeleição em Minas Gerais com virada em 76 municípios e ampliação de votação em todas as regiões do estado
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conquistou a reeleição em Minas Gerais com virada em 76 municípios e ampliação de votação em todas as regiões do estado no segundo turno. A margem de vitória em Minas foi de 109.313 votos sobre Flávio Bolsonaro (PL), com o petista obtendo 50% e o adversário 49%, enquanto a abstenção caiu de 22,8% para 20,3% entre primeiro e segundo turno. Nacionalmente, Lula ampliou sua votação em 1.162.163 votos entre os dois turnos.
O resultado em Minas Gerais reafirma a tradição de que quem vence no estado garante vitória no Brasil. As regiões que mais contribuíram para a reeleição foram o Vale do Jequitinhonha, norte de Minas e Zona da Mata.
A mobilização da esquerda mineira combinoou estratégias digitais coordenadas pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) com ações presenciais como panfletagem, passeatas e engajamento de movimentos sociais e estudantis. De acordo com avaliação interna da campanha, houve descentralização com convocações espontâneas de lideranças de movimentos.
O PT implementou coordenação regionalizada com missões distribuídas a coordenadores em diferentes regiões para mobilizar o interior do estado. O deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), a presidente do PT em Minas, Leninha, e a senadora eleita Marília Campos (PT-MG) atuaram diretamente nessa organização. O ministro Alexandre Silveira (PSD) também contribuiu engajando atos na região de Ipatinga, no Vale do Aço.
“A mobilização popular, das ruas, recuperou a militância voluntária para buscar o voto de parentes, amigos, vizinhança. Houve uma energia coletiva onde todos se transformaram em agentes ativos para construir a vitória. E as redes cumpriram o papel de potencializar a mobilização. Registro aqui algo singular do segundo turno: a alegria de lutar e a esperança eram visíveis e sentidas”, avaliou a senadora eleita Marília Campos (PT-MG).
No primeiro turno, cidades do Vale do Jequitinhonha apresentavam maior abstenção no país, enquanto Capelinha ganhou destaque entre as campanhas. O município teve 48% dos votos para Flávio e 44% para Lula no primeiro turno, mas inverteu a votação no segundo turno com redução da abstenção.



