Sarah Taylor criou o All Are Welcome após seu filho ser excluído de aulas de sacramentos em Baton Rouge, nos EUA

Sarah Taylor fundou o ministério All Are Welcome após seu filho Reid, de 9 anos, ser impedido de participar de atividades paroquiais em Baton Rouge.
A norte-americana Sarah Taylor fundou o ministério All Are Welcome (Todos São Bem-Vindos) após seu filho Reid, de 9 anos, ser impedido de participar de atividades paroquiais em Baton Rouge, nos Estados Unidos. O projeto promove a aceitação de pessoas com deficiência na Igreja Católica.
O ministério foi criado em parceria com Jodi Devore e Edda Dupaquier, que também possuem filhos com autismo. O que começou como um grupo de oração no quintal de casa se transformou em um ministério oficial que hoje atende milhares de famílias em toda a diocese de Baton Rouge.
A iniciativa nasceu após Reid ser convidado a se retirar de aulas de preparação para os sacramentos e de uma colônia de férias religiosa. Segundo informações do ministério, a paróquia local alegou não ter condições de atender às necessidades da criança.
O ministério promove celebrações com iluminação reduzida, música em volume mais baixo e sermões curtos com linguagem direta. Nesses locais, comportamentos como balançar o corpo, usar fones de ouvido ou carregar brinquedos de apego são vistos com naturalidade.
Muitas famílias com crianças autistas evitam a igreja por medo de julgamentos ou pelo desconforto sensorial causado por barulhos e luzes. As missas adaptadas sensorialmente buscam resolver esse problema, garantindo que o ambiente seja acolhedor e que todos, independentemente de suas limitações físicas ou neurológicas, possam receber a comunhão.
O ministério incentiva que pessoas com deficiência ocupem funções de liderança e serviço durante as celebrações. Elas atuam como coroinhas, fazem leituras bíblicas e levam as ofertas ao altar. Essa inclusão prática transforma a percepção da comunidade, mostrando que a deficiência não é um impedimento para a fé e fortalecendo a ideia de que essas famílias são partes essenciais da paróquia.
Segundo as fundadoras, essa visibilidade ajuda a paróquia a enxergar os dons individuais em vez de focar apenas nas limitações. O impacto tem sido profundo, promovendo o retorno de centenas de famílias que haviam se afastado da religião por se sentirem indesejadas.





