Clube entrou com recurso contra decisão que apontou irregularidades de mais de 900 milhões de libras ao longo de quase uma década

Manchester City protocolou recurso contra decisão de comissão independente que considerou o clube culpado de violações graves das regras financeiras
O Manchester City protocolou recurso contra a decisão de uma comissão independente que considerou o clube culpado de violações graves das regras financeiras da Premier League. O objetivo é reverter o veredicto e evitar possíveis sanções, que podem incluir multas, perda de pontos e até rebaixamento.
Segundo a liga inglesa, o clube utilizou contratos comerciais considerados fictícios para inflar receitas e subestimar custos em mais de 900 milhões de libras (cerca de R$ 6,3 bilhões) ao longo de quase uma década. O Manchester City foi considerado culpado de todas as acusações relacionadas a violações das regras financeiras em nove temporadas, entre 2009-10 e 2017-18.
A equipe também foi responsabilizada por três das quatro acusações referentes à falta de cooperação com a investigação, de acordo com a decisão divulgada na terça-feira (29). O clube nega ter cometido irregularidades desde o início do processo.
Em comunicado, o Manchester City confirmou que protocolou o recurso às 19h de quinta-feira (1º), no horário local, contra a decisão da comissão da Premier League.
“A posição firme do clube é que a decisão contém erros materiais claros, de direito, de princípio e de fato, por vários motivos, e não é confiável. O clube é inocente das acusações feitas pela Premier League e existe um conjunto abrangente de provas irrefutáveis que sustenta todas as suas posições neste caso.”
O recurso será analisado por um conselho independente formado por três integrantes, nomeados pelo presidente do Painel Judicial da Premier League. A audiência será privada e confidencial até que a divulgação do resultado seja autorizada. As regras da Premier League exigem que a audiência ocorra em até 12 semanas após a apresentação do recurso. A decisão precisa ser publicada em até 30 dias depois do encerramento da sessão.
O conselho revisará a decisão da comissão, mas não fará um novo julgamento completo do caso. O órgão poderá rejeitar o recurso, acolhê-lo, devolver o processo à comissão para nova análise ou modificar sanções e determinações de indenização. A decisão do conselho será definitiva, com possibilidade de contestação posterior apenas em circunstâncias limitadas que permitam um procedimento de arbitragem.



