Região com seis milhões de habitantes na divisa entre Nordeste e Norte reúne agronegócio em expansão e população dependente de programas sociais

Campanhas presidenciais apontam Matopiba como região estratégica para definir segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro neste domingo (25)
As campanhas presidenciais apontam a Matopiba como região estratégica para definir o segundo turno na disputa ao Palácio do Planalto neste domingo (25). A região, com cerca de seis milhões de habitantes, fica na divisa entre o Nordeste e o Norte, reunindo um setor incipiente do agronegócio e uma população dependente de programa social.
A área de expansão do agronegócio, sobretudo de soja, milho e gado, situa-se na fronteira entre Tocantins, Maranhão, Piauí e Bahia. No primeiro turno, Flávio Bolsonaro (PL) venceu em Tocantins, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passou na frente nos demais estados da região.
Em 2022, foi justamente o desempenho superior do petista sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro no Matopiba que garantiu a vantagem para que Lula vencesse a disputa eleitoral. Neste ano, a estratégia do presidente é justamente virar votos na Matopiba na tentativa de vencer o bolsonarista. Lula fez viagem ao Maranhão por esse motivo, estado que representou o pior desempenho do petista no primeiro turno na região Nordeste.
O crescimento de Flávio no Matopiba é explicado pelo avanço junto ao agronegócio. O senador avançou, na comparação com o pai, na maioria das cidades que têm a atividade agrícola como principal fonte de renda. A região concentra produtores que historicamente apoiam políticas ligadas à liberalização do setor agrícola e redução de restrições ambientais.
No debate da TV Globo previsto antes do segundo turno, Lula deve lembrar do acordo entre a União Europeia e o Mercosul, além dos programas de refinanciamento de dívidas agrárias e de ajuda à agricultura familiar. A votação ocorre no domingo (25).



