Segundo especialista, contrações rítmicas dos músculos pélvicos e do útero provocam desconforto. Estudo indica que até 15% das mulheres sentem dor durante ou após o ápice do prazer.

Fenômeno chamado disorgasmia causa cólicas e dores durante ou após o orgasmo em até 15% das mulheres, segundo especialista.
Algumas mulheres experimentam cólicas e desconfortos após atingir um orgasmo intenso, fenômeno denominado disorgasmia. De acordo com a médica Clair Grainger, em entrevista a um portal internacional, essa condição caracteriza dores durante ou após o ápice do prazer.
“Durante o orgasmo, os músculos do assoalho pélvico se contraem ritmicamente, e o útero também pode se contrair, por isso algumas pessoas podem sentir cólicas leves e passageiras depois”, explicou a especialista.
Um estudo publicado no International Journal of Obstetrics and Gynaecology aponta que quase uma em cada dez mulheres britânicas sentem dor durante o sexo, com a maioria tendo entre 50 e 60 anos. Outras estatísticas apresentadas indicam que em 2025 o número registrado foi um pouco superior: cerca de 15%.
Internautas em fóruns on-line como o Reddit relataram experiências similares. “Depois do orgasmo, às vezes sinto cólicas bem perceptíveis na região pélvica. Elas costumam durar de 10 a 15 minutos antes de diminuírem”, relatou uma mulher. “Não é insuportável, mas pode ser bastante desconfortável”, prosseguiu.
Outra usuária da mesma plataforma contou que costuma sentir uma dor na parte inferior do abdômen, algo que se assemelha a uma sensação de “ar preso no corpo que não consegue sair”.
O fenômeno ocorre porque durante o orgasmo, os músculos da região pélvica experimentam contrações rítmicas involuntárias. O útero também pode se contrair durante esse processo, gerando sensações semelhantes às cólicas menstruais. Essas contrações são uma resposta fisiológica normal do corpo ao orgasmo, embora nem todas as mulheres as experimentem com intensidade ou frequência similar.



