Meta presta informações ao TSE e nega descumprimento de decisão sobre igualdade

Empresa apresentou documentos e tabela relacionando anexos aos pontos da decisão do ministro Marco Aurélio Bellizze após multa diária ser elevada de R$ 500 mil para R$ 1 milhão.

Meta presta informações ao TSE e nega descumprimento de decisão sobre igualdade
Meta atendeu determinação do TSE sobre igualdade entre candidaturas presidenciais

Meta apresentou documentação ao TSE negando descumprimento de decisão que exige igualdade de tratamento entre candidaturas Lula e Flávio Bolsonaro nas plataformas.

A Meta apresentou documentação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atendendo determinação do ministro Marco Aurélio Bellizze que exige igualdade de tratamento entre candidaturas presidenciais. Conforme a manifestação da empresa, a Meta negou ter resistido ou descumprido a decisão judicial.

Bellizze havia fixado prazo de 24 horas para a empresa comprovar cumprimento após julgar insuficientes as informações anteriormente apresentadas. Na mesma oportunidade, elevou a multa diária de R$ 500 mil para R$ 1 milhão em caso de novo descumprimento.

Os problemas identificados pelo ministro incluíam documentos redigidos em língua estrangeira, registros utilizando fuso horário do Pacífico e ausência de detalhamento sobre quais remoções de conteúdo ocorreram por determinação judicial e quais partiram de iniciativa própria da plataforma.

A Meta agora apresenta diversos documentos e confecciona tabela relacionando cada um dos anexos aos tópicos específicos da decisão judicial. A empresa argumenta sobre proteção de dados de usuários e anunciantes não envolvidos no processo, citando raciocínio análogo aplicado pelo ministro ao restringir acesso a dados de campanha de Flávio Bolsonaro.

“É exatamente essa a linha do Facebook Brasil: cumprir integralmente o que foi determinado pela decisão, sem, contudo, renunciar aos meios legais para buscar, por meio da argumentação técnica e jurídica, revisões pontuais do julgado, considerando limitações técnicas e legais já apontadas e que, quando pertinente, serão reiteradas nesta manifestação”, afirma a manifestação da empresa.

Sobre proibição de privilegiar candidaturas, a Meta apresenta nota técnica que “atesta que os conteúdos relativos às duas candidaturas são tratados de forma igual e não discriminatória e descreve o mecanismo que assegura essa isonomia”, conforme alegado pela defesa. De acordo com a empresa, a documentação está de acordo com parâmetros fixados na decisão do TSE.

A empresa também apresentou posicionamento quanto à recomendação de contas de campanha registradas na Justiça Eleitoral, seguindo resolução de 2024 sobre provedores de aplicação que utilizam sistema de recomendação.

O caso envolve decisão que proíbe a Meta de aplicar redução ou restrição à distribuição e recomendação de conteúdos de candidaturas, exceto em casos previamente definidos nas políticas das plataformas, nas normas eleitorais ou em decisões judiciais. Aguarda-se manifestação do ministro Marco Aurélio Bellizze sobre a suficiência da documentação apresentada.

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