Metade dos senadores eleitos apoia impeachment de ministros do STF

Bancada pró-cassação deve chegar a mais de 45 parlamentares após eleições de domingo, segundo levantamento da Gazeta do Povo

Metade dos senadores eleitos apoia impeachment de ministros do STF
Debate sobre impeachment de ministros do Supremo dominou campanha pelas 54 cadeiras do Senado

Levantamento mostra que 27 candidatos eleitos neste domingo se declaram a favor do impeachment de magistrados da Corte, com apoio de outros da centro-direita

Metade dos candidatos eleitos ao Senado neste domingo (4) se declara a favor do impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), segundo levantamento da Gazeta do Povo.

O levantamento mostra que 27 eleitos assumem essa postura claramente e outros candidatos da centro-direita tendem a apoiar a cassação dos magistrados. Com os novos senadores eleitos, a bancada pró-impeachment deve alcançar o apoio de mais de 45 parlamentares.

O Senado tem a prerrogativa de cassar o mandato de ministros da Corte. As suspeitas sobre relações entre magistrados e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do liquidado Banco Master, alavancaram candidatos que já defendiam a bandeira do impeachment durante a campanha.

Até candidatos de esquerda aderiram ao discurso contra o Supremo, pressionados pela sociedade, que cobrou a saída de Dias Toffoli, Gilmar Mendes e principalmente Alexandre de Moraes, ministro alvo do maior número de pedidos de impeachment no Senado.

O avanço da direita na bancada pró-impeachment deve resultar no lançamento do senador Rogério Marinho (PL-RN) como candidato à Presidência do Senado em oposição à reeleição de Davi Alcolumbre (União-AP). A disputa está marcada para fevereiro e é considerada fundamental para a votação da abertura dos processos de responsabilização dos ministros do STF.

Atualmente, Alcolumbre é acusado de blindar os magistrados ao engavetar mais de 100 pedidos de impeachment. Se vencer a disputa pela presidência, Marinho deve colocar os pedidos em votação no plenário do Senado com o desafio de romper uma liminar de Gilmar Mendes, que elevou o quórum necessário para a admissão da denúncia contra os magistrados de 41 votos para dois terços dos senadores, ou seja, 54 votos.

O PL conquistou a maior bancada com 19 eleitos, e outros nove senadores com mandatos no Senado, o que intensifica o movimento pró-impeachment. Senadores de outras siglas também integram a bancada pró-impeachment.

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