Ministro descarta que perdão de R$ 12 bi a MEIs favoreça mau pagador

Paulo Pereira afirma que medida integra pacote com aumento de teto de faturamento e Pix de até R$ 5 mil para investimento

Ministro descarta que perdão de R$ 12 bi a MEIs favoreça mau pagador
Paulo Pereira, ministro do Empreendedorismo. Foto: HUGO BARRETO/METRÓPOLES (@hugobarretophoto) — Foto: HUGO BARRETO/METRÓPOLES
(@hugobarretophoto)

Ministro do Empreendedorismo nega caráter danoso ao perdão de R$ 12 bilhões em dívidas de MEIs e afirma que impacto fiscal é de R$ 1 bilhão por ano.

O ministro do Empreendedorismo, Paulo Pereira (PSB), negou que o perdão de R$ 12 bilhões em dívidas de Microempreendedores Individuais (MEIs) favoreça o mau pagador. Segundo ele, a medida integra um pacote mais amplo voltado à categoria.

A iniciativa prevê ampliação do teto de faturamento para MEIs e distribuição de Pix de até R$ 5 mil para investimento nos negócios. Pereira sustentou que a ação não possui caráter eleitoreiro, apesar do Propsera MEI ter sido lançado 12 dias antes do segundo turno das eleições presidenciais e aprovado na Câmara dos Deputados no dia seguinte. A entrevista foi concedida às 17h30 de quarta-feira (14/10), antes da votação dos parlamentares.

Quanto ao impacto fiscal, o ministro argumentou que, embora a dívida remitida atinja R$ 12 bilhões, o governo não estima a recuperação desse montante. Por isso, o efeito real na projeção orçamentária é significativamente menor. “Nós estamos estimando como R$ 1 bilhão por ano. Nós estamos falando de R$ 3 bilhões ao longo dos próximos três anos, como impacto dessa remissão.”

Pereira justificou a postergação da medida pela necessidade de o país atingir situação fiscal mais estável. De acordo com o ministro, o déficit brasileiro foi reduzido a um terço da média encontrada ao início do governo, com projeção de superávit após quatro anos dedicados à reconstrução da saúde fiscal.

Segundo Pereira, a iniciativa reabilita 3,6 milhões de empreendedores, permitindo que retornem ao sistema legalizado e formalizado de MEIs. A proposta segue agora para apreciação do Senado.

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