Missionários suecos trocam nome original da Assembleia de Deus em 1918

Daniel Berg e Gunnar Vingren adaptaram "Missão da Fé Apostólica" para alinhar com convenção americana e facilitar envio de apoio missionário

Missionários suecos trocam nome original da Assembleia de Deus em 1918
Daniel Berg e Gunnar Vingren fundaram o movimento pentecostal no Brasil em Belém. Foto: Reprodução — Foto: Daniel Berg e Gunnar Vingren – @Reprodução

Movimento fundado em 1911 como Missão da Fé Apostólica adotou nome Assembleia de Deus em 1918 para se alinhar com convenção americana.

Os missionários suecos Daniel Berg e Gunnar Vingren registraram oficialmente a mudança do nome do movimento pentecostal brasileiro em 1918, alterando “Missão da Fé Apostólica” para “Assembleia de Deus”.

O movimento havia sido fundado em 1911 em Belém do Pará após a ruptura com a Igreja Batista de Belém. Berg e Vingren pregavam sobre o batismo no Espírito Santo e o dom de línguas, doutrinas não aceitas pela congregação tradicional. Após a fiel Celina de Albuquerque falar em línguas estranhas, os missionários e dezoito irmãos foram desligados da instituição.

Sem templo e sem apoio, o grupo precisava de uma identidade para os cultos de oração realizados na casa de Celina. Em 1911, decidiram registrar o recém-nascido movimento com o nome de “Missão da Fé Apostólica”, emprestado diretamente do movimento que ocorria na Rua Azusa, em Los Angeles (EUA), considerado o grande berço do pentecostalismo moderno.

Durante sete anos, os crentes no Pará foram conhecidos apenas como membros da “Missão”. A transformação veio de decisões administrativas internacionais. Em 1914, nos Estados Unidos, diversos grupos pentecostais independentes se uniram para organizar a obra missionária e criaram uma convenção chamada Assemblies of God (Assembleias de Deus).

A ideia era demonstrar que se tratava de uma assembleia (reunião) de pessoas pertencentes a Deus, baseados em termos do Novo Testamento. Quatro anos depois, Berg e Vingren acompanharam essa movimentação internacional. Para alinhar o movimento brasileiro com a convenção americana e facilitar o envio de apoio missionário, registraram oficialmente a mudança em 1918.

“A mudança que definiu a identidade de milhões de brasileiros não nasceu de uma revelação no Pará, mas de uma organização administrativa americana.”

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