Montadoras chinesas ampliam presença na Europa e alcançam 11% do mercado

Participação de veículos asiáticos no continente deve chegar a 20% até 2030, segundo especialistas, intensificando competição com marcas tradicionais

Montadoras chinesas ampliam presença na Europa e alcançam 11% do mercado
Montadoras chinesas procuram fábricas na Europa para produção local Foto: Divulgação — Foto: Montadoras chinesas procuram fábricas na Europa para produção local  • Divulgação

Marcas chinesas já respondem por mais de 11% das vendas na Europa. União Europeia limitou importação de híbridos em 350 mil unidades anuais.

Montadoras chinesas ampliam sua participação no mercado automóvel europeu, alcançando mais de 11% das vendas no continente. Segundo especialistas, essa fatia deve aumentar para entre 16% e 20% até 2030.

A China dispõe de capacidade instalada para produzir 63 milhões de veículos por ano. No ano passado, saíram de suas linhas de montagem 34,78 milhões de veículos, ofertados por mais de 90 marcas. O país detém hoje 35% do mercado global de automóveis, em grande medida pelo consumo interno, o maior do mundo. No segmento específico dos modelos elétricos, alcançou uma fatia de 60%.

Vetadas nos Estados Unidos, as marcas chinesas buscam outros territórios para escoar sua produção. Na América Latina, a presença já se consolidou. No Brasil, um em cada dez carros novos vendidos tem origem chinesa. O mercado europeu, porém, exerce atração especial pelos lucros que proporciona aos fabricantes.

A União Europeia definiu em outubro um teto na importação de veículos híbridos oriundos da China: 350 mil unidades por ano. Para os carros 100% elétricos, continua valendo a tarifa de 35,3% imposta por Bruxelas no final de 2024. As tratativas representam esforço para frear o avanço das marcas asiáticas junto aos consumidores do bloco.

A chegada de dezenas de marcas chinesas ao continente europeu aumenta a competição não apenas com as marcas europeias tradicionais, mas também entre as próprias montadoras chinesas. Fabricantes e fornecedores europeus enfrentam forte pressão, o que deve abrir espaço para formação de novas parcerias e alianças estratégicas.

Um terço das 60 marcas presentes no Salão do Automóvel de Paris, realizado em outubro, era de origem chinesa. Marcas consolidadas no continente como Volkswagen, Renault e Citroën preveem o lançamento de novos modelos elétricos por meio de estratégia que os players recentes no mercado global não poderiam adotar: o relançamento de modelos clássicos totalmente reestilizados e modernizados. A Citroën planeja lançar o famoso 2CV, o icônico “deux chevaux” francês, com previsão de chegada ao mercado em 2028.

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