Ministro cita 180 documentos que estariam fora do acesso do colegiado do STF

Ministro Alexandre de Moraes afirmou que o relator escolhe quais documentos liberar antes do julgamento, citando 180 documentos fora do acesso colegiado.
O ministro Alexandre de Moraes acusou o relator de direcionar o sigilo para proteger um grupo político, segundo informações divulgadas nesta quinta-feira (11).
De acordo com Moraes, 180 documentos estão fora do acesso do colegiado do tribunal. O ministro afirmou que o relator escolhe o que liberar antes do julgamento, controlando assim o acesso às informações.
Moraes criticou o procedimento, argumentando que essa prática compromete a transparência do processo e permite que um único magistrado defina qual material será conhecido pelos demais ministros antes da votação.
O ministro destacou que o sigilo deveria ser aplicado de forma uniforme e transparente, sem direcionamento para beneficiar ou prejudicar qualquer grupo político ou interessado.
A questão levanta debate sobre os procedimentos internos do Supremo Tribunal Federal quanto ao acesso a documentos em processos sob sigilo. Moraes defende que todos os ministros deveriam ter acesso igualitário às peças processuais antes de participarem do julgamento.
A acusação ocorre em contexto de tensões entre ministros sobre práticas administrativas e procedimentais no tribunal. O caso segue sob acompanhamento, com possibilidade de discussões futuras sobre mudanças nos protocolos de sigilo e acesso a documentos.





