Governo prevê perda de R$ 2,3 bilhões em publicidade e R$ 1,4 bilhão em patrocínios a clubes de futebol

A MP que proíbe as bets terá efeitos imediatos, sem prazo de transição. Governo estima perda de R$ 2,3 bilhões em publicidade.
A Medida Provisória que proíbe as bets deve prever efeitos imediatos, sem período de transição para as empresas hoje autorizadas a operar no Brasil ou patrocinadas pelas apostas. A decisão foi tomada em reunião com o presidente Lula, onde havia discussão sobre a possibilidade de dar prazo para adaptação dos contratos.
O presidente do PT, Edinho Silva, e o ministro da Secom, Sidónio Palmeira, defenderam posições diferentes diante do presidente. A posição que venceu foi a pela implementação sem transição.
A divergência envolve setores que recebem recursos das casas de apostas. Um levantamento interno do próprio governo estima que as bets investiriam R$ 2,3 bilhões em publicidade em 2026. A perda dessa receita pode levar a demissões em veículos de comunicação.
No futebol, o mesmo levantamento calcula em R$ 1,4 bilhão os patrocínios das bets. Essa receita corresponderia, em média, a 20% da folha de pagamento dos maiores clubes.
O governo examina medidas para amenizar a perda de receitas dos clubes, incluindo linhas de crédito com juros mais baixos e renegociação de dívidas. A eventual ajuda aos times não altera, no entanto, a previsão de efeito imediato da MP.



