MP denuncia deputado e vereadora de Curitiba por operação sem autorização policial

Tito Barrichelo e Tathiana Guzella aparecem em vídeo com fuzil e coletes em ação de março de 2024 com finalidade eleitoral, segundo acusação

MP denuncia deputado e vereadora de Curitiba por operação sem autorização policial
Vereadora Tathiana Guzella e Deputado Tito Barrichelo. Foto: Rodrigo Fonseca | CMC / Valdir Amaral/Alep — Vereadora Tathiana Guzella. Foto: Rodrigo Fonseca | CMC / Deputado Tito Barichello. Foto: Valdir Amaral/Alep

Ministério Público do Paraná denunciou deputado estadual e vereadora de Curitiba por operação realizada sem conhecimento ou autorização da Polícia Civil em março de 2024.

O Ministério Público do Paraná denunciou o deputado estadual Tito Barrichelo (PL-PR) e a esposa, vereadora de Curitiba Tathiana Guzella (PL-PR), por realizarem uma operação sem conhecimento ou autorização da Polícia Civil em março de 2024. Um terceiro policial civil também foi denunciado.

Na ocasião, o casal e o outro agente divulgaram um vídeo em que apareciam usando coletes à prova de balas com o símbolo da Polícia Civil, enquanto o deputado portava um fuzil. Segundo informações do telejornal Boa Noite Paraná, da RPC, a denúncia do MP aponta que os três cometeram abuso de autoridade ao usar cargos policiais para obter vantagem indevida de exposição pública e promoção pessoal com finalidade eleitoral.

Embora as publicações nas redes sociais associassem a operação a investigação de um homicídio, o mandado de prisão era por descumprimento de medida protetiva de urgência relacionada à violência doméstica, conforme apontado pela denúncia. A Polícia Civil conduziu inquérito policial que resultou no indiciamento dos três, porém, como estavam afastados, não possui competência legal para instaurar procedimento disciplinar contra os envolvidos, segundo a Corregedoria da corporação.

O MP pede que Tito Barrichelo e o outro agente respondam por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, por terem utilizado o fuzil sem autorização. Os denunciados têm um prazo de 15 dias para apresentarem defesa preliminar.

No momento da operação, Tito Barrichelo já havia sido eleito deputado estadual e estava afastado da função de delegado. Tathiana Guzella, também delegada afastada, atuava como assessora parlamentar. Meses depois, em outubro de 2024, ela foi eleita vereadora de Curitiba com 12.515 votos.

Em nota enviada ao telejornal, Tito Barrichelo e Tathiana Guzella afirmaram: “confiam plenamente na Justiça e reafirmam seu compromisso com a legalidade, a ética e o respeito às instituições”. Ressaltaram que “a apresentação de uma denúncia não representa condenação e que os fatos ainda serão submetidos à devida apreciação judicial, com observância dos princípios constitucionais do contraditório, da ampla defesa e da presunção de inocência”.

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