Fábrica no Rio de Janeiro cresceu 29,5% até setembro. Marca tem 2,6% do mercado brasileiro e aposta em tecnologia híbrida própria.

Nissan apresenta crescimento de 29,5% na produção da fábrica de Resende até setembro e confirmou chegada de X-Trail e-Power em março de 2027.
A Nissan do Brasil anunciou expansão de sua operação industrial para recuperar espaço em um mercado que deve ultrapassar 3 milhões de veículos vendidos até o final de 2026. A fábrica de Resende, no sul fluminense, produziu 65.640 veículos entre janeiro e setembro, representando alta de 29,5% sobre o mesmo período de 2025, segundo Ricardo Gondo, presidente da montadora.
A meta informada por Gondo é alcançar 90 mil unidades até dezembro. A operação recebeu investimentos de R$ 2,8 bilhões para modernização e fabricação dos SUVs Kait e novo Kicks. Atualmente, a Nissan possui 2,6% de participação no mercado brasileiro.
A marca concentra sua oferta comercial em Versa, Kait e Kicks, enquanto prepara a chegada do X-Trail e-Power para março de 2027. O SUV de sete lugares representa a primeira atração de uma nova etapa de expansão e ampliará a presença da marca em uma faixa superior à ocupada pelo Kicks.
O sedã N7 e o NX8, fabricados em parceria com a Dongfeng, também estão previstos para 2027. Quanto a um elétrico de pequeno porte, a marca informou não ter previsão de venda no país.
A tecnologia e-Power diferencia-se pela movimentação exclusiva das rodas por motores elétricos. O propulsor a gasolina funciona como gerador de energia, sem necessidade de recarga na tomada. É a aposta da Nissan para entrar na disputa brasileira de híbridos com uma solução própria.
O complexo industrial de Resende foi inaugurado em 2014 e completa 12 anos em 2026, enquanto a atuação oficial da Nissan no Brasil chega aos 26 anos. Gondo destacou a distância entre o avanço das vendas e o da atividade industrial. Ao excluir da conta a montagem com conjuntos importados em regimes CKD e SKD, o crescimento da produção brasileira ficaria em aproximadamente 2,5% no acumulado até setembro, enquanto a indústria reporta um crescimento de 7%.


