Acidentes deixaram 16 feridos e duas mortes. Especialista aponta que casos são evitáveis na quase totalidade e representam risco real para ocupantes de veículos.

Paraná registrou 37 acidentes com atropelamento de animais em rodovias estaduais entre janeiro e agosto de 2026, resultando em 16 feridos e duas mortes.
O Paraná registrou 37 acidentes envolvendo atropelamento de animais em rodovias estaduais entre janeiro e agosto de 2026. Segundo o Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv), unidade da Polícia Militar do Paraná (PMPR), os casos deixaram 16 pessoas feridas e duas mortes.
No mesmo período do ano anterior, 2025, o estado teve 68 acidentes com atropelamentos, que causaram três óbitos e 39 feridos.
Em 13 de setembro, um jovem de 22 anos identificado como Teilon Marcos Gonçalves morreu após atropelar um cavalo na rodovia PR-456 e bater contra o muro de uma subestação de energia. O acidente ocorreu no km 19, enquanto o veículo transitava no sentido de Pitanga a Santa Maria do Oeste. O motorista morreu no local.
Segundo Mauro Gil Meger, cofundador do Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV), a maioria dos atropelamentos ocorre à noite devido à combinação dos hábitos noturnos de muitas espécies com a baixa visibilidade do motorista, exigindo atenção redobrada de quem está ao volante.
“O Ipea aponta que o atropelamento de animal representa cerca de 2% das ocorrências nas rodovias federais, mas é um acidente evitável na quase totalidade dos casos. Ele envolve prejuízo econômico, sofrimento do animal e risco real de morte para os ocupantes do veículo, especialmente motociclistas, quando o animal é de grande porte”.
De acordo com o observatório, 2 milhões de vertebrados silvestres de médio e grande porte morrem atropelados por ano nas estradas brasileiras. A maior parte das vítimas é de animais de pequeno porte, como rãs, sapos, aves e pequenos roedores.
Entre os de médio porte, os que lideram ocorrências são cachorro-do-mato, tamanduá-mirim, tatu e gambá. Já entre os grandes são citados capivara, tamanduá-bandeira, anta, lobo-guará, onça-parda e onça-pintada.
Meger ressalta que animais domésticos, como cães soltos e gado em rodovias, respondem por uma parcela expressiva dos acidentes com vítimas registrados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). O volume de ocorrências varia por espécie e por região.
No período de chuvas, crescem os atropelamentos de anfíbios, que migram para a reprodução e se aproximam do asfalto atraídos pelas poças e pelo calor da pista. Já na estiagem, mamíferos se deslocam mais em busca de água e alimento. Há ainda picos associados à colheita agrícola.


