Paraná tem 77 mil empregados na economia criativa em 2025

Setor movimenta bilhões nacionalmente e tecnologia lidera crescimento no estado, seguida por publicidade

Paraná tem 77 mil empregados na economia criativa em 2025
Economia criativa corresponde por 3,59% do PIB brasileiro. Foto: Arquivo/SerElo.

Mercado de economia criativa emprega 77 mil pessoas no Paraná em 2025, com tecnologia e publicidade como principais motores

O mercado de economia criativa empregou 77 mil pessoas no Paraná em 2025, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego.

Na capital, as atividades criativas, tecnologia e serviços digitais respondem por 3% a 4% do Produto Interno Bruto (PIB) de Curitiba, estimado em R$ 120 bilhões pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em âmbito nacional, a indústria criativa movimentou R$ 393,3 bilhões, o equivalente a 3,59% do PIB brasileiro, e gerou 1,26 milhão de empregos formais, de acordo com mapeamento da Firjan. Quando considerado o mercado total de trabalho, formal e informal, o Observatório Fundação Itaú aponta que o setor alcançou aproximadamente 7,8 milhões de trabalhadores.

O setor reúne atividades ligadas à publicidade, marketing, arquitetura, design, moda, pesquisa e desenvolvimento, além de produção audiovisual e musical.

No Paraná, segundo o Ministério do Trabalho, a tecnologia é o principal motor do crescimento regional, seguida por publicidade e pesquisa de mercado, que somam mais de 11 mil postos de trabalho. Serviços de informação e conteúdo, e mídia e gravação também lideram, cada um com cerca de 8 mil empregos.

O setor de eventos, shows e entretenimento está em alta no estado. Em comparação com 2022, período pós-pandemia, quase dobrou de tamanho, passando de 631 para 1.184 empregos formais em 2025.

Segundo Raphaella Caçapava, de inteligência e relacionamento de mercado do Hub Curitiba Mais Criativa, a economia criativa funciona como pilar de inovação que atende indústrias consolidadas, como o agronegócio paranaense, ajudando a solucionar problemas complexos e aumentar competitividade das empresas.

“A economia criativa não é apenas aquilo que associamos às expressões artísticas, como festivais de teatro, shows e cinema. É uma economia quando a criatividade vira valor. E, quando falamos em valor, não necessariamente estamos falando só de dinheiro. É quando uma ideia, um conhecimento, uma habilidade, uma expressão cultural ou uma experiência consegue gerar retorno.”

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