Wilton Oliveira denuncia que igrejas gastam com pregadores caros, mas negligenciam membros doentes e desempregados

Pastor Wilton Oliveira critica igrejas que gastam com luxo enquanto negligenciam necessidades básicas de fiéis
O pastor Wilton Oliveira, líder da Igreja Assembleia Pentecostal Bereia em Salvador, critica práticas de cobrança de dízimos e questiona o luxo mantido por lideranças religiosas enquanto membros enfrentam dificuldades financeiras.
Autor da obra “Dízimos Obrigação ou Liberdade?”, Oliveira utiliza redes sociais para confrontar abusos na arrecadação de recursos eclesiais. Ele aponta distorções no uso dos valores recolhidos junto aos fiéis.
Segundo o pastor, é inadmissível que igrejas mantenham cofres fartos para custear cachês elevados de pregadores e cantores itinerantes, reformas suntuosas de templos e padrões luxuosos de vida para lideranças ministeriais enquanto se omitem diante de necessidades urgentes de membros da comunidade.
“Muitas igrejas têm dinheiro para pagar pregador e cantor caro […] porém, não têm para comprar o remédio de um membro doente, pagar uma conta de luz de uma família ou mesmo realizar a compra do mês de um desempregado”, afirma.
Oliveira sustenta que a prática de dízimo e oferta deve ser estritamente um ato de gratidão e espontaneidade, nunca fundamentada em ameaças, coerção ou tratada como transação comercial com o Criador. Para ele, conceitos como a ameaça da ação do “devorador” sobre bens do fiel inadimplente constituem invenções da teologia da prosperidade sem respaldo na Nova Aliança.
O líder enfatiza que o propósito bíblico original do dízimo inclui amparo direto a órfãos, viúvas e pessoas em situação de vulnerabilidade. As posições de Oliveira geram intensos debates nas redes sociais, com setores progressistas aplaudindo a pauta de transparência financeira e crítica ao terrorismo psicológico nos altares, enquanto grupos tradicionais criticam a abordagem alegando desrespeito aos princípios de manutenção institucional.



