PCDF prende faccionado do Comboio do Cão por matar e torturar sete vítimas no DF

Vitor Rodrigues de Souza, conhecido como 'Diamantão', foi capturado em Ceilândia. Crimes aconteceram entre setembro e outubro no Capão Comprido

PCDF prende faccionado do Comboio do Cão por matar e torturar sete vítimas no DF
Faccionado do CDC é preso por impor sentenças de morte e tortura no DF. Foto: Reprodução / PCDF

Vitor Rodrigues de Souza, o 'Diamantão', foi preso pela PCDF nesta segunda-feira (26) por suspeita de impor sentenças de morte e tortura na capital

Um integrante da facção criminosa Comboio do Cão (CDC) foi preso pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) nesta segunda-feira (26/10) em Ceilândia. Vitor Rodrigues de Souza, conhecido como “Diamantão”, é procurado por suspeita de impor “sentenças” de morte e tortura na capital.

Ao perceber a aproximação de policiais da 30ª Delegacia de Polícia (São Sebastião), “Diamantão” tentou fugir pelos telhados de casas vizinhas, mas foi alcançado e preso. A operação contou com apoio da Divisão de Operações Aéreas (DOA).

Jamielson Costa, conhecido como “Parazinho”, e Osnairdson da Silva Pinheiro, chamado de “Maxixe”, também são investigados pela PCDF por uma série de crimes violentos na região do Capão Comprido, em São Sebastião. Os dois continuam foragidos.

Segundo a PCDF, a sequência de crimes investigados começou em 24 de setembro deste ano, quando uma mulher de 30 anos foi morta a tiros. Conforme as investigações, ela era usuária de drogas e teria subtraído cerca de 1 kg de maconha pertencente ao grupo. Jamielson Costa é apontado como autor dos disparos.

Dois dias depois, em 26 de setembro, um jovem de 20 anos acusado de furtar entorpecentes foi agredido com 20 pauladas em cada mão. A violência foi filmada e divulgada como forma de intimidação contra quem descumprisse as regras do grupo. Posteriormente, o jovem foi assassinado.

Em 27 de setembro, outro homem foi morto com 12 disparos. De acordo com as investigações da polícia, o crime teria sido motivado por uma reclamação sobre a quantidade de cocaína vendida, após uma discussão com a companheira de um homem apontado como líder do grupo.

Em 4 de outubro, um homem foi morto dentro de um barraco. Segundo a PCDF, os atiradores pretendiam executar um integrante do grupo, mas atingiram a vítima, que não teria rivalidade com outras pessoas.

Em 11 de outubro, outro homem foi assassinado. A principal hipótese é de que o crime tenha sido motivado por vingança relacionada a um desentendimento antigo.

No dia 12 de outubro, o irmão de um homem apontado como o segundo na hierarquia do grupo foi atingido por quatro tiros, mas sobreviveu. O caso é investigado como tentativa de homicídio.

Investigações continuam em andamento para identificar e prender os demais envolvidos nos crimes.

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