Diretor-geral da Polícia Federal se reúne nesta terça com presidente da Corte; material foi extraído de celulares de investigados

Diretor-geral da PF vai se reunir com Edson Fachin nesta terça (13) para entregar informações do caso Master que mencionam ministros da Suprema Corte.
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, vai se reunir com o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, nesta terça-feira (13) para entregar informações do caso Master que mencionam ministros da Suprema Corte. O encontro foi agendado a pedido da PF.
O material em posse da polícia foi extraído do celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e de seu cunhado, Fabiano Zettel. Dos dez ministros do Supremo, há citações, em graus diferentes, de pelo menos seis ministros ou parentes dos magistrados, além de referências a ministros do Superior Tribunal de Justiça.
Ao confirmar a reunião, Fachin afirmou que “nenhum fato nem ninguém deve ficar fora da apuração”. Conforme apurado pela CNN, a PF vai tratar do assunto e deixará todas as informações à disposição da Corte.
Fontes da cúpula da instituição avaliam que a reunião servirá para “acabar com a celeuma”. Relatórios específicos sobre ministros, porém, só serão produzidos e encaminhados se esse for o entendimento do STF.
Em fevereiro deste ano, a Polícia Federal entregou a Fachin um primeiro relatório citando um ministro. Em cerca de 200 páginas com dados extraídos do celular de Vorcaro, havia menções ao ministro Dias Toffoli. O documento apontou mais de dez ocasiões em que Daniel Vorcaro teria se encontrado com Toffoli, além de mensagens sobre pagamentos e conversas envolvendo a empresa familiar do ministro (Maridt) e o resort Tayayá, no Paraná.
O material não era um relatório final de indiciamento, mas sim um levantamento de informações do banco de dados e aparelhos periciados para subsidiar as investigações. Após a entrega do material pelo diretor-geral da PF, Toffoli deixou a relatoria dos processos relacionados ao Banco Master, sendo o ministro André Mendonça sorteado para assumir a função.
Posteriormente, em fevereiro de 2026, Fachin arquivou trechos do relatório sobre a suspeição. Se o STF definir por novos relatórios, a PF deve alinhar se fará em conjunto ou de forma específica um relatório sobre cada ministro.


