PF deflagra operação contra líder do governo no Senado

Senador Jaques Wagner (PT-BA) Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Investigação da Compliance Zero mira senador Jaques Wagner em fraudes envolvendo Banco Master e PT da Bahia

PF deflagra operação contra líder do governo no Senado
Senador Jaques Wagner (PT-BA) é alvo de buscas da Polícia Federal. Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado — Senador Jaques Wagner (PT-BA) Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Polícia Federal cumpre mandados contra senador petista em investigação sobre fraudes no Banco Master. Operação inclui buscas em endereços de empresários aliados na Bahia.

Operação Compliance Zero mira senador Wagner em apuração de fraudes bancárias

A Operação Compliance Zero, em sua nona fase deflagrada nesta quinta-feira (18 de junho), concentrou esforços investigativos no senador Jaques Wagner, principal figura política sob escrutínio da Polícia Federal. Os procedimentos buscam apurar envolvimento do parlamentar em suposto esquema de irregularidades vinculado ao Banco Master e estruturas político-partidárias na Bahia.

Alvo principal e amplitude das buscas

Os investigadores cumpriram dezoito mandados de busca e apreensão autorizados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça. Além de endereços vinculados ao senador, as operações alcançaram propriedades e sedes empresariais de Augusto Lima em múltiplos estados: Bahia, São Paulo e Brasília. Lima possui histórico como ex-sócio de Daniel Vorcaro, ex-banqueiro cuja atuação perpassa toda a teia investigativa.

Crédito consignado como fio condutor

A investigação rastreia um sistema de crédito direcionado a servidores públicos, implementado quando Wagner ocupava o governo estadual baiano. Esse programa, denominado Credcesta, posteriormente migrou para estruturas do Banco Master, onde funcionou como principal ativo financeiro. Examinar-se-á a transferência de conceitos e práticas entre esfera pública e instituições privadas.

Medidas cautelares e restrições impostas

A decisão judicial estabeleceu limitações severas aos investigados. Entre as determinações constam proibição de comunicação entre suspeitos, suspensão de documentação de viagem e implementação de monitoração eletrônica. Tais medidas refletem avaliação judicial quanto ao risco de obstrução investigativa ou fuga.

Primeira incursão em círculos presidenciais

Esta constituiu a primeira fase operacional a envolver políticos alinhados à administração federal. Augusto Lima havia sido preso em novembro durante fase inicial da investigação, mas conseguiu soltura junto ao tribunal regional competente. Sua participação supostamente estendeu-se à negociação fraudulenta de controle acionário do Master com o Banco Regional de Brasília.

Posicionamento pendente da defesa

Até o momento da divulgação oficial, a equipe jurídica do senador Wagner permaneceu em silêncio, sem manifestação pública ou resposta às alegações. A estratégia defensiva permanece sob reserva enquanto autoridades judiciais e investigativas prosseguem no trabalho de produção de provas documentais e testemunhais.

Lima figura como empresário influente em redes políticas baianas, transitando entre facções governistas e de oposição, circunstância que amplia relevância de sua participação nas estruturas investigadas.

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