Fintech atinge 6,4% de market share no consignado privado, com originação mensal de R$ 600 milhões neste segmento

A carteira de crédito do PicPay atingiu R$ 32 bilhões, com crescimento de 99% em 12 meses. O consignado privado saltou de R$ 1,3 bilhão para R$ 7,2 bilhões.
A PicPay registrou uma carteira de crédito de quase R$ 32 bilhões, representando um crescimento de 99% em 12 meses e de 14% no segundo trimestre. A fintech se posiciona cada vez mais como um banco completo, oferecendo crédito, funding próprio, seguros e serviços variados no mercado financeiro brasileiro.
Segundo o CFO da companhia, André Cazotto, o crédito tem sido um dos principais vetores de crescimento da empresa. “O crescimento tem sido bastante robusto, com 86% vindo de produtos com colateral ou parcialmente colateralizados, ou de clientes mais maduros”, afirmou.
O crédito consignado privado se destacou como um dos principais motores da expansão. A carteira desse produto saltou de R$ 1,3 bilhão para R$ 7,2 bilhões em 12 meses, um crescimento de mais de 5,5 vezes. De acordo com Cazotto, o PicPay atingiu 6,4% de market share na carteira total desse segmento e 11% das novas originações. “O PicPay deve estar ranqueando entre os três, quatro maiores originadores desse produto no Brasil”, disse.
O aplicativo da empresa concentra de 70% a 75% das operações de consignado privado. A originação mensal nesse produto gira em torno de R$ 600 milhões. Cazotto ressaltou que clientes que contratam o consignado privado apresentam um cross-sell 30% maior de novos produtos e uma receita média por cliente ativo cerca de sete vezes superior à média geral da base.
A inadimplência acima de 90 dias atingiu 9,8%, enquanto o índice de 15 a 90 dias recuou de 8,4% para 7,5%. Cazotto explicou que o crescimento do NPL (crédito não produtivo) de longo prazo está relacionado ao amadurecimento natural da carteira de crédito, não a uma deterioração da qualidade dos ativos. “O PicPay começou a fazer originação de crédito com balanço próprio há três anos. A gente não está vendo nenhuma deterioração na nossa carteira”, afirmou.
A companhia utiliza uma métrica chamada Loss Absorption (LA), que mede a perda esperada de uma safra em relação à receita de crédito, mantendo esse indicador entre 40% e 60%, atualmente em torno de 50%. Com 55% da carteira total colateralizada ou parcialmente colateralizada, a empresa já levantou quase US$ 450 milhões em seu IPO, recursos integralmente destinados ao caixa da companhia.



