Criminosos se passavam por advogados e usaram engenharia social para enganar vítima. Operação cumpre 32 mandados nesta quinta-feira

Grupo criminoso do Ceará é investigado por aplicar golpe contra idosa do Paraná. Suspeitos se passaram por advogados para convencer vítima a fazer transferências bancárias superiores a R$ 2 milhões.
Um grupo criminoso do Ceará é alvo de operação policial nesta quinta-feira (8) por aplicar golpe contra uma idosa do Paraná, causando prejuízo superior a R$ 2 milhões. Segundo a Polícia Civil do Paraná (PCPR), os suspeitos se passaram por advogados da vítima para convencê-la a realizar transferências bancárias.
A prática, conhecida como “golpe do falso advogado”, utiliza técnicas de engenharia social para conquistar a confiança das vítimas e induzi-las a transferir dinheiro. De acordo com o delegado Emmanoel David, “os autores entraram em contato com a vítima utilizando informações e identidades que transmitam aparência de legitimidade, criando um ambiente de confiança para que ela acreditasse tratar com pessoas legítimas”.
No Paraná, a idosa realizou diversas transferências para contas vinculadas aos investigados. Após receberem os valores, os suspeitos iniciavam uma segunda etapa do esquema: a pulverização do dinheiro, com distribuição dos recursos entre diferentes contas para dificultar o rastreamento, conforme apontam as investigações.
A análise financeira identificou numerosas operações de valores fracionados, circulação de dinheiro entre os investigados, esvaziamento rápido de contas e concentração posterior dos recursos em determinados destinatários. Em um dos casos, R$ 30,6 mil transferidos pela vítima para uma das contas investigadas foram enviados integralmente a outro suspeito no mesmo dia. Após a operação, a conta de origem ficou com saldo de apenas R$ 0,01.
As investigações apontaram que o grupo atuava a partir do Ceará, no Nordeste do Brasil, sem coordenar as operações diretamente do Paraná. Ao todo, foram identificadas 15 pessoas que teriam recebido diretamente valores transferidos pela vítima ou participado da movimentação posterior dos recursos. Desse total, 11 foram identificadas como beneficiárias primárias, cujas contas receberam diretamente o dinheiro enviado pela idosa. Outros quatro beneficiários secundários também foram localizados, segundo a polícia.



