Porto de Paranaguá realiza primeira conexão do terminal privado ao Moegão

Operação de duas horas mobilizou superguindaste para erguer estrutura de 55 metros e 35 toneladas na Avenida Portuária

Porto de Paranaguá realiza primeira conexão do terminal privado ao Moegão
O Moegão é a maior obra pública do setor portuário em execução no Brasil. Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná — O Moegão é a maior obra pública do setor portuário em execução no Brasil . Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná

Terminal da ALTP, consórcio de Louis Dreyfus Company e Amaggi, foi o primeiro a se conectar ao complexo Moegão no Porto de Paranaguá neste domingo (11)

Na manhã deste domingo (11), o Porto de Paranaguá realizou a primeira conexão de um terminal privado ao complexo Moegão, conforme informou o Governo do Estado. O terminal da ALTP, consórcio formado pela Louis Dreyfus Company e Amaggi, responsável pelo PAR 25, foi o primeiro a integrar a estrutura.

A operação exigiu bloqueio da Avenida Portuária e durou duas horas. Uma estrutura de 55 metros de comprimento e aproximadamente 35 toneladas foi erguida com o auxílio de um superguindaste, mobilizando dezenas de profissionais. A conexão vincula-se à galeria central do Moegão, que se estende por 1,7 quilômetro e conta com 4 mil metros de correias transportadoras.

As esteiras levam os produtos dos vagões até os terminais para posterior embarque em navios. De acordo com o governo, o Moegão é a maior obra pública do setor portuário em execução no Brasil, com investimento estimado em R$ 700 milhões. O projeto apresenta características inéditas de engenharia ao centralizar o recebimento de granéis vegetais transportados por trens para embarque em um único local.

Uma vez em funcionamento, o complexo vai elevar o recebimento de grãos e farelos por ferrovia no Porto de Paranaguá, segundo o governo. O volume passará dos atuais 5 milhões de toneladas anuais para até 24 milhões de toneladas. O Moegão conta com três linhas férreas independentes e poderá receber até 180 vagões simultaneamente. Cada linha conseguirá esvaziar três vagões ao mesmo tempo, permitindo o descarregamento de 900 vagões por dia, um aumento de 63% em relação aos 550 atuais.

Atualmente, os vagões são direcionados aos terminais, exigindo manobras das composições que podem interromper o trânsito das ruas da região portuária por até 40 minutos. Com a centralização das operações, o número de pontos onde os trilhos cruzam as ruas será reduzido de 16 para cinco, de acordo com o governo. A interrupção no trânsito ocorrerá apenas para a passagem do trem, entre 10 e 15 minutos.

Continue acompanhando nosso portal para mais notícias!

plugins premium WordPress