Seleção portuguesa abre o placar, mas sofre empate nos acréscimos e divide liderança do grupo com congoleses em Houston

Portugal RD Congo ficam no empate por 1 a 1 na estreia do Grupo K da Copa 2026. João Neves abriu para os portugueses e Yoane Wissa empatou nos acréscimos.
Portugal RD Congo ficam no empate em 1×1 na abertura do Grupo K da Copa do Mundo 2026, partida disputada na quarta-feira (17 de junho) no NRG Stadium, em Houston, em jogo marcado pelo controle português, mas com eficiência defensiva congolesa que impediu a vitória dos europeus.
João Neves abre o placar rápido para Portugal
A seleção portuguesa começou a partida com agilidade ofensiva. Aos 5 minutos, Pedro Neto acionou a esquerda e cruzou na área, encontrando João Neves, que completou de cabeça para inaugurar o marcador. O início promissor deixava clara a proposta de jogo dos comandados por Roberto Martínez.
Com a vantagem numérica no placar, Portugal passou a gerenciar o jogo através do domínio da posse de bola. A RD Congo, por sua vez, organizava-se em bloco defensivo compacto, sinalizando uma estratégia de exploração dos espaços mediante contra-ataques rápidos.
Aos 10 minutos, Yoane Wissa recebeu na entrada da área e finalizou com trajetória rasante, obrigando o goleiro Diogo Costa a permanecer atento. O sinal estava dado: o adversário oferecia perigo nas transições.
Empate congolês nos acréscimos do primeiro tempo
Antes da pausa, a RD Congo conseguiu seu intento. Arthur Masuaku recebeu na direita e cruzou com precisão para o segundo pau, onde Yoane Wissa cabeceou com efetividade, igualando o placar aos 49 minutos. O gol chegou em momento crítico, desmoralizando as pretensões portuguesas de largada tranquila.
No aspecto disciplinar, o árbitro Al Jassim Abdulrahman distribuiu três cartões amarelos para a seleção portuguesa ao longo da etapa inicial: Bernardo Silva, Nélson Semedo e Tomás Araújo receberam advertências.
Ofensiva portuguesa sem êxito na segunda metade
Na retomada, Roberto Martínez promoveu reformulações no ataque, lançando mão de Francisco Conceição, Rafael Leão e Gonçalo Ramos. A estratégia visava romper a resistência congolesa, mas a equipe africana manteve sua organização defensiva estável.
Cristiano Ronaldo protagonizou pelo menos dois momentos de clareza na etapa complementar, porém não conseguiu finalizar suas oportunidades com êxito. O goleiro Lionel Mpasi-Nzau realizou intervenções decisivas, garantindo a permanência do RD Congo no resultado.
Portugal dominou amplamente a posse, alcançando aproximadamente 78% de controle no segundo tempo. Apesar dessa superioridade, converteu apenas 1 entre 7 finalizações certas, revelando imprecisão ofensiva.
Dados estatísticos e posicionamento final
A RD Congo demonstrou eficiência defensiva considerável: 35 rebatidas e 9 desarmes certos evidenciam a solidez tática diante de uma das seleções mais qualificadas do torneio. No quesito disciplinar, os congoleses acumularam 1 cartão amarelo e 9 infrações, enquanto Portugal somou 3 amarelos e 9 faltas cometidas.
Com o empate, ambas as equipes totalizam 1 ponto, dividindo as primeiras posições do Grupo K. A RD Congo aparece nominalmente à frente pelo critério de gols sofridos. O resultado marca presença histórica para o futebol congolês, que retorna a uma Copa do Mundo pela primeira vez desde 1974, consolidando um início digno nessa edição do torneio.





