PT amplifica disputa religiosa contra Flávio Bolsonaro na reta final do primeiro turno

Fake news sobre Nossa Senhora Aparecida virou estratégia eleitoral petista para mirar voto católico e conter crescimento do senador

PT amplifica disputa religiosa contra Flávio Bolsonaro na reta final do primeiro turno
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Foto: Ricardo Stuckert — Foto: Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)  • Ricardo Stuckert

Estratégia petista na campanha presidencial usa fake news sobre Nossa Senhora Aparecida para polarizar voto religioso contra Flávio Bolsonaro

O embate religioso tornou-se central na estratégia eleitoral do PT na reta final do primeiro turno. Uma fake news segundo a qual Flávio Bolsonaro poderia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil foi utilizada para polarizar o voto católico e conter o crescimento do senador.

Durante jantar com empresários em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) realizado em São Paulo na sexta-feira (25), petistas brincavam sobre a suposta fake news. “Tanto esforço para recuperar esta eleição e quem vai fazer esse milagre é a santa”, disse uma liderança da sigla em conversa que circulou entre autoridades presentes no evento.

Neste domingo, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino derrubou decisão do ministro André Mendonça, que havia ordenado a remoção de postagem do humorista Antonio Tabet abordando o suposto ataque a Nossa Senhora Aparecida. Flávio Bolsonaro criticou o que chamou de “canetada” de Dino e afirmou que o ministro do STF liberou a “liga da mentira do PT”.

Flávio Bolsonaro acusou que a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) teria ajudado na disseminação de postagens sobre a fake news. A fala gerou reações no campo governista. O ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, evangélico e participante ativo do diálogo do governo com religiosos, manifestou nas redes sociais “total solidariedade à CNBB, diante dos ataques e agressões”.

A CNBB rebateu as acusações. “Atribuir à CNBB participação em estruturas de produção ou disseminação de desinformação, sem fatos e provas que sustentem tal afirmação, atinge injustamente a instituição e não contribui para a serenidade e a responsabilidade que devem caracterizar o processo eleitoral. A mentira não se combate com outra mentira”, afirmou em nota a confederação.

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